Trump amplia importações de carne bovina da Argentina e deixa Brasil em alerta

Publicado em 06/02/2026 19:21
*Reportagem baseada em documento oficial da Casa Branca, em fevereiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que amplia em 80 mil toneladas métricas a cota de importação de carne bovina magra para o mercado norte-americano em 2026. Todo o volume adicional foi destinado exclusivamente à Argentina, fortalecendo o acordo comercial firmado entre Trump e o presidente argentino Javier Milei.

Por que os EUA ampliaram as importações?

Segundo o documento oficial, a decisão foi motivada por uma série de fatores que reduziram drasticamente o rebanho americano:

  • Secas severas desde 2022 em estados produtores como Texas, Kansas e Nebraska.

  • Incêndios florestais que comprometeram pastagens e afetaram a saúde animal.

  • Restrições sanitárias às importações de bezerros do México, após a detecção da praga “screwworm” em 2025.

  • O rebanho bovino dos EUA caiu para 94,2 milhões de cabeças em julho de 2025, o menor nível em décadas.

  • O preço da carne moída atingiu US$ 6,69 por libra ( equivalente a aproximadamente R$ 77,00 por quilo ) em dezembro de 2025, o maior desde os anos 1980.

Diante desse cenário, Trump justificou que era “necessário e apropriado” aumentar temporariamente as importações para garantir carne bovina acessível aos consumidores americanos.

Como será a distribuição da cota

  • 80 mil toneladas adicionais de carne bovina magra.

  • Divisão em quatro trimestres de 20 mil toneladas cada, entre fevereiro e dezembro de 2026.

  • Todo o volume destinado exclusivamente à Argentina.

O que isso significa para o Brasil

O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, não foi contemplado com aumento de cotas. Apesar de ter conquistado em 2025 a redução de tarifas de importação nos EUA, o país vê a Argentina ganhar espaço privilegiado no maior mercado consumidor de carne do mundo.

Para os produtores rurais brasileiros, a medida traz alguns pontos de atenção:

  • Concorrência direta: A Argentina passa a ter acesso preferencial, o que pode reduzir a competitividade brasileira nos EUA.

  • Diplomacia comercial: O Brasil precisará intensificar negociações bilaterais para não perder participação.

  • Diversificação de mercados: A decisão reforça a importância de consolidar destinos como China, Oriente Médio e União Europeia.

  • Oportunidade indireta: A redução tarifária já conquistada pode ser explorada para ampliar vendas, mesmo sem aumento de cotas.

Por: Tradução IA
Fonte: The White House - Washington

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