Trump amplia importações de carne bovina da Argentina e deixa Brasil em alerta
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que amplia em 80 mil toneladas métricas a cota de importação de carne bovina magra para o mercado norte-americano em 2026. Todo o volume adicional foi destinado exclusivamente à Argentina, fortalecendo o acordo comercial firmado entre Trump e o presidente argentino Javier Milei.
Por que os EUA ampliaram as importações?
Segundo o documento oficial, a decisão foi motivada por uma série de fatores que reduziram drasticamente o rebanho americano:
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Secas severas desde 2022 em estados produtores como Texas, Kansas e Nebraska.
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Incêndios florestais que comprometeram pastagens e afetaram a saúde animal.
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Restrições sanitárias às importações de bezerros do México, após a detecção da praga “screwworm” em 2025.
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O rebanho bovino dos EUA caiu para 94,2 milhões de cabeças em julho de 2025, o menor nível em décadas.
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O preço da carne moída atingiu US$ 6,69 por libra ( equivalente a aproximadamente R$ 77,00 por quilo ) em dezembro de 2025, o maior desde os anos 1980.
Diante desse cenário, Trump justificou que era “necessário e apropriado” aumentar temporariamente as importações para garantir carne bovina acessível aos consumidores americanos.
Como será a distribuição da cota
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80 mil toneladas adicionais de carne bovina magra.
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Divisão em quatro trimestres de 20 mil toneladas cada, entre fevereiro e dezembro de 2026.
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Todo o volume destinado exclusivamente à Argentina.
O que isso significa para o Brasil
O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, não foi contemplado com aumento de cotas. Apesar de ter conquistado em 2025 a redução de tarifas de importação nos EUA, o país vê a Argentina ganhar espaço privilegiado no maior mercado consumidor de carne do mundo.
Para os produtores rurais brasileiros, a medida traz alguns pontos de atenção:
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Concorrência direta: A Argentina passa a ter acesso preferencial, o que pode reduzir a competitividade brasileira nos EUA.
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Diplomacia comercial: O Brasil precisará intensificar negociações bilaterais para não perder participação.
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Diversificação de mercados: A decisão reforça a importância de consolidar destinos como China, Oriente Médio e União Europeia.
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Oportunidade indireta: A redução tarifária já conquistada pode ser explorada para ampliar vendas, mesmo sem aumento de cotas.
1 comentário
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Vladimir zacharias Indaiatuba - SP
Na verdade a Argentina chegou a um acordo muito mais amplo com abertura reciproca quase total com o USA. Drástica redução de tarifas, acordo de cooperação tecnológica e tratamentos preferencias, etc.
Enquanto isso aqui no país da lorota ficamos com conversinha mole de país mais respeitado do mundo...O problema e' um idota que tomou conta do poder com artificios de malandragem----IDIOTA e' aquela pessoa que esta' com os fatos e as provas diante dos seus olhos e ele nao entende ou finge nao entender----Temos Cuba que depois 70 anos e' um fracasso total, porque o que ja' ensinou um chines o objetivo e' criar riquesa, enquanto a maneira de consegui -la passa a ser de menor importacia--Essa insistencia de conseguir o objetivo atravez do comunismo stalinista, arruinou a economia de varias naçoes latino americanas,,,Cuba/ Nicaragua/Colombia/Venezuela/Chile /Argentina e Brasil----No Brasil a esquerda montou uma estrutura politica de presidente,, congresso governadores prefeitos e vereadores que custa 120 bilhoes de reais por ano, que somados ao custo do judiciario de 135 bilhoes constituem uma bola de ferro que impede o Brasil de se desenvolver como as demais naçoes do mundo criando a cada ano uma divida sempre maior que nossos netos terao' que pagar
Existe um livro MANUAL DO PERFEITO IDIOTA LATINO AMERICANOI custa mais ou menos 70 reais, de Alvaro Vargas Llosa