Café na Semana: Exportações brasileiras aumentaram 17% no mês de maio

Publicado em 07/06/2013 16:27

Os embarques de café do Brasil totalizaram 2.472.294 sacas de 60 kg no mês de maio. O número representa um aumento de 17,1% em relação ao mesmo período do ano passado, no qual, foram exportadas 2.112.152 sacas. Mas, na contramão desse cenário, a receita com os embarques somaram US$ 434, 076 milhões, uma queda de 11,33% em comparação com maio de 2012. As informações são do balanço das exportações anunciado pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) nesta quinta-feira (6).

No acumulado nos cinco primeiros meses de 2013, o principal comprador do produto brasileiro foi a Europa, que adquiriu 53% do volume total exportado pelo país. A América do Norte foi responsável pela de 22%, a Ásia por 19% e a América do Sul por 3%. No mesmo período, os embarques brasileiros de café somaram 12, 534 milhões de sacas, um aumento de 16,7% em comparação com o mesmo período de 2012, de 10, 741 milhões de sacas.

Ainda de acordo com o levantamento, os EUA vem em primeiro lugar na lista de países compradores de janeiro a maio de 2013, com 2,554 milhões de sacas. Em seguida, vem a Alemanha com 2,176 milhões de sacas, seguido do Japão.
    
Mercado - Os futuros do café, negociados na Bolsa de Nova York (Ice Futures), trabalharam de lado durante esta semana. Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Diogo Metzdorff, os preços oscilaram entre US$ 1,25 e US$ 1,30/libra-peso nos contratos mais negociados. Na última semana, as cotações recuaram e atingiram os patamares mais baixos desde 2009.

O sentimento do mercado ainda é de tranquilidade em relação à oferta, fator limitante para novas altas nos preços. Além disso, a expectativa é que produção de café do Brasil, apesar da bienalidade, seja uma grande produção. De acordo com o último levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) o país deverá colher 48,59 milhões de sacas de 60 kg.

Entretanto, em algumas regiões produtoras do país há relatos de perdas na qualidade do grão devido às chuvas excessivas registradas recentemente. Em Passos (MG), em função das intempéries climáticas cerca de 30% a 40% dos grãos que estavam maduros caíram dos cafezais. E com o excesso de umidade os frutos estão fermentando, situação que também pode comprometer a qualidade do café.

Frente a essa situação, o analista destaca que os preços podem ganhar fôlego para novas altas no curto prazo. “Com isso, os produtores rurais que detêm parte da safra da temporada anterior devem aproveitar os repiques de alta para comercializar”, orienta Metzdorff.

Paralelo a esse quadro, a demanda segue em ritmo mais lento. E com a crise no cenário econômico mundial, as indústrias acabam adotando uma postura mais cautelosa e adquirem o grão da mão-pra-boca, conforme explica o analista.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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