Café na Semana: Diante dos baixos preços do grão, comercialização segue em ritmo lento no mercado interno
Os futuros do café negociados na Bolsa de Nova York (Ice Futures) seguem em trajetória baixista. Na sessão desta sexta-feira (12), por volta das 12h40 (horário de Brasília) os principais vencimentos da commodity exibiam perdas entre 395 e 405 pontos. Nesta semana, a OIC (Organização Internacional do Café) divulgou um relatório apontando que em junho os preços do café recuaram aos patamares mais baixos desde setembro de 2009.
Diante desse cenário, a comercialização no mercado interno brasileiro segue em ritmo lento e menor em relação ao índice normal para o período. A situação equivale tanto para o café da safra velha quanto para a safra nova, que iniciou a colheita. Os produtores rurais ainda aguardam medidas de apoio à comercialização do grão.
Até o dia 30 de junho, a comercialização da safra de café do Brasil 2012/13 alcançou 91%, segundo o novo levantamento da Agência Safras & Mercado. O número é inferior ao registrado no ano passado, quando no mesmo período cerca de 97% da safra anterior já havia sido negociada. A média dos últimos cinco anos também é de 97%.
A expectativa é que já tenham sido comercializadas 50 milhões de sacas de café de 60 kg, de uma safra 2012/13 projetada em 55,2 milhões de sacas. Em contrapartida, até o dia 30 de junho, apenas 13% da safra 2013/14 havia sido negociada, ainda de acordo com o relatório da agência. Em igual período do ano anterior, a comercialização estava em 20% da safra 2012/13.
Já a média de negociação dos últimos cinco anos é de 25%. Assim, até o momento foram vendidas 6,84 milhões de sacas de 60 kg de uma safra 2013/14 de café estimada em 52,9 milhões de sacas.