Produção de cafés especiais no Paraná se desenvolve com ajuda do Sistema FAEP/SENAR-PR

Publicado em 10/10/2018 09:07

“Sítio Teixeira – Brazil”, diz o alto da placa da Dancing Bean House, na cidade de Brisbane, na Austrália. O café produzido no Norte Pioneiro do Paraná é o mais caro da cafeteria do outro lado do mundo, batendo etíopes, costarriquenhos e colombianos. Os grãos – pontuação por volta de 85 pontos – viajaram mais de 13 mil quilômetros de navio para serem degustados. Prova de que a qualidade do produto paranaense é reconhecida e valorizada dentro e fora do país por quem entende do assunto.

Não é de hoje que a nossa cafeicultura optou por trabalhar a qualidade dos grãos, e não mais apenas a quantidade. Desde 2012, o café produzido nos 46 municípios do Norte Pioneiro conta com a Indicação Geográfica, fornecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), que denomina as características sensoriais específicas do fruto daquela região. Segundo o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e gestor do projeto de cafés especiais do Norte Pioneiro do Paraná, Odemir Capello, esse processo começou em 2006. “O objetivo era trabalhar com o desenvolvimento regional e o café é um segmento que tem o maior PIB em vários municípios”, explica.

Segundo ele, ao longo destes 12 anos de projeto, muitas vitórias podem ser elencadas. “Quando começou o projeto, os cafés do Paraná eram muito desvalorizados na bolsa. Eles saiam daqui, iam para Minas Gerais e, só por sair de lá, tinham um valor 35% maior. Hoje essa diferença de valor não existe mais”, pontua.

Capello destaca a importância das parcerias para fortalecer este projeto “O SENAR-PR foi um importante parceiro, chegou a realizar mais de 200 cursos beneficiando esse segmento na região”, afirma, referindo-se aos cursos na área de gestão da propriedade rural e produção de café. Recentemente, o SENAR-PR passou a oferecer dois novos cursos voltados ao setor de cafés especiais.

Fonte: FAEP/SENAR-PR

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