Café inicia andando de lado em NY, após uma semana travada nas negociações do físico

Publicado em 08/06/2020 09:13

A semana começa com movimentações técnicas na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O mercado futuro do café arábica, que acompanha a colheita no Brasil, começa a semana com valorização de até 45 pontos nos principais contratos. 

O mercado acompanha os trabalhos de colheita no Brasil, que já tem 8,9% de área colhida na região de atuação da Cooxupé. As previsões climáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não indicam chuvas para Minas Gerais nos próximos dias, o que favorece o avanço da colheita. 

Por volta das 09h09 (horário de Brasília), julho/20 tinha alta de 35 pontos, valendo 99,25 cents/lbp, setembro/20 registrava valorização de 40 pontos, negociado por 101,05 cents/lbp, dezembro/20 tinha alta de 25 pontos, valendo 103,25 censt/lbp e março/21 tinha valorização de 20 pontos, valendo 105,05 cents/lbp.

Também por volta deste horário, o dólar registrava queda de 1,02% e era cotado por R$ 4,94 na venda. O dólar mais baixo tende a desencorajar as exportações de café. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.

"O dólar começou a segunda-feira em queda contra o real, continuando abaixo de 5 reais e dando sequência às perdas das últimas semanas em meio a otimismo sobre uma recuperação econômica no exterior, embora as incertezas políticas domésticas continuem no radar dos investidores", destaca a agência de notícias Reuters. 

De acordo com relatório do Escritório Carvalhaes, na última semana o mercado físico brasileiro quase não trabalhou. "Os preços oferecidos aos lotes da atual safra 2019/2020 continuam em um patamar em que não encontram vendedores. Os produtores em sua grande maioria estão com as atenções voltadas para os trabalhos de colheita e benefício da nova safra", destaca. 

                                                                                                                                                                                                    Mercado Interno - Última sessão 

O tipo 6 duro teve baixa de 1,01% em Guaxupé/MG, valendo R$ 490,00. Poços de Caldas/MG registrou queda de 5,43%, valendo R$ 570,00. Patrocínio/MG teve baixa de 2%, valendo R$ 490,00 e Varginha/MG registrou baixa de 1,08%, valendo R$ 460,00.

O tipo 4/5 teve queda de 5,33%, valendo R$ 480,00. Varginha/MG encerrou com queda de 2,08%, negociado por R$ 470,00 e Franca/SP registrou baixa de 1,96%, valendo R$ 500,00.

O tipo cereja descascado teve baixa de 5,41% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 560,00. Patrocínio/MG encerrou com desvalorização de 1,82%, valendo R$ 540,00. Varginha/MG teve queda de 1,68%, sendo negociado por R$ 585,00. 

>>> Veja mais cotações aqui 

 

Tags:

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Café perde força no fim do pregão e fecha no vermelho após mercado virar com melhora no clima
Cafeicultura movimenta mais de R$ 3 bilhões em defensivos na safra 2025-26, com alta de 22% e recorde histórico
Fórum Café e Clima debate impactos das condições meteorológicas na área da Cooxupé
Café abre a terça-feira(21) com arábica em alta e robusta próximo da estabilidade
Café fecha em alta nas bolsas com mercado ainda sustentado por atraso da safra brasileira
Colheita de café supera metade do previsto na área de atuação da Expocacer