Mercado climático: Tempo favorece a colheita, mas pressiona os preços do café

Publicado em 20/07/2020 16:53 e atualizado em 20/07/2020 17:52

A semana começou com baixas para os principais contratos do mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US). As cotações voltaram a registrar quedas com base nas incertezas sobre o consumo de café no pós pandemia. Além disso, as previsões de tempo estável no Brasil também ajuda a pressionar os preços, favorecendo a colheita do café no sul de Minas Gerais. 

Setembro/20 teve baixa de 255 pontos, valendo 99,75 cents/lbp, dezembro/20 teve baixa de 235 pontos, valendo 102,45 cents/lbp, março/21 encerrou com baixa de 225 pontos, valendo 104,60 cents/lbp e maio/20 teve queda de 220 pontos, valendo 105,75 cents/lbp. 

"Os preços do café nesta manhã estão mais fracos com a preocupação de que o aumento das infecções por Covid nos EUA reduza a demanda de café, já que os estados podem ser forçados a reimpor medidas de bloqueio que mantêm os consumidores afastados dos restaurantes na tentativa de conter o aumento de infecções", destacou o site internacional Barchart em sua análise diária. 

As condições do clima na principal região produtora do país, sul de Minas Gerais, também ajudam a pressionar os preços em Nova York. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para os próximos dias indicam tempo seco e com temperaturas amenas nas principais áreas produtoras do sul de Minas Gerais. As condições favorecem a colheita. 

Para o analista de café Guilherme Morya, do Rabonk, a tendência para o terceiro trimestre é de altos e baixos para os preços do café. "Somente no quarto trimestre a gente pode começar a pensar em um cenário um pouco diferente, dependendo bastante da demanda e do Brasil que colhe menos no próximo ciclo", destaca. Afirma ainda que as condições climáticas devem continuar sendo acompanhadas de perto durante todo o período. 

>>> Rabobank: Países concorrentes enfrentam problemas e café brasileiro continua sendo o mais competitivo no mercado

Diante da pandemia do Coronavírus, o Rabobank trabalha com o recuo de 0,5% (um milhão de sacas) para o ano de 2020. Os dados do banco indicam que até janeiro o consumo era mantido sem maiores problemas, mas a pandemia mudou o cenário. "A gente considera positivo em vista de tudo o que a gente enfrentou. O consumo de café foi bem resiliente diante do cenário", destaca. Além disso, a flexibilização de importantes consumidores como Europa e Japão, indica a retomada do consumo no ciclo 2020/21. 

No Brasil, a segunda-feira também foi de baixa nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida registrou baixa de 1,92% em Guaxupé/MG, sendo negociado por R$ 512,00. Poços de Caldas/MG teve queda de 1,59%, valendo R$ 494,00. Patrocínio/MG registrou queda de 2,91%, negociado por R$ 500,00. Varginha/MG teve a baixa mais expressiva, de 4,55%, estabelecendo os preços por R$ 525,00. Campos Gerais/MG teve queda de 0,93%, valendo R$ 531,00. Em Franca/SP a desvalorização foi de 3,77%, com preços estabelecidos por R$ 510,00.

O tipo cereja descascado teve baixa de 1,70% em Guaxupé/MG, valendo R$ 577,00. Poços de Caldas/MG teve queda de 1,33%, valendo R$ 594,00. Poços de Caldas/MG registrou baixa de 1,33%, negociado por R$ 594,00. Patrocínio/MG registrou baixa de 2,65%, negociado por $R 550,00 e Varginha/MG finalizou com baixa de 3,28%, negociado por R$ 590,00.

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Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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