Londres e Nova York encerram mais um dia com desvalorização para o café

Publicado em 24/03/2021 17:14 e atualizado em 24/03/2021 17:52
Dólar e pandemia seguem impactando mercado futuro; físico manteve estabilidade

O mercado futuro do café arábica encerrou as cotações desta quarta-feira (24) com quedas para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Maio/21 teve queda de 110 pontos, negociado por 126,50 cents/lbp, julho/21 também registrou baixa de 110 pontos, negociado por 128,55 cents/lbp, setembro/21 encerrou com baixa de 110 pontos, valendo 130,50 cents/lbp e dezembro/21 teve queda de 100 pontos, valendo 132,75 cents/lbp. 

Em Londres, o café conilon acompanhou o arábica e também encerrou com baixa técnica. Maio/21 teve queda de US$ 11 por tonelada, valendo US$ 1366, julho/21 registrou baixa de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1390, setembro/21 registrou queda de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1409 e novembro/21 teve queda de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1425.

+ Produtor de café migra parte da produção para grãos em busca maior rentabilidade

Os contratos abriram o dia andando de lado, mas na reta final foram pressionaram pela incerteza da demanda, consequência da Covid-19. "Os preços do café estão sob pressão devido às preocupações com a demanda depois que Alemanha, França e Itália recentemente ampliaram suas medidas de restrição à pandemia, o que reduzirá a demanda de café, já que restaurantes e cafeterias reduzirão o horário de funcionamento ou serão forçados a fechar", destacou a análise internacional do site Barchart. 

Além da pandemia, o dólar também deu suporte de baixa para os preços neste pregão. A moeda finalizou o dia com valorização de 2,25% ante ao real e cotado a R$ 5,64 na venda. O dólar em alta tem como característica pressionar os preços nas bolsas. 

"O dólar saltou 2,20% nesta quarta-feira e registrou a maior alta diária em seis meses, voltando a ficar acima de 5,60 reais, num movimento puxado pela piora da percepção de risco relacionado ao Brasil à medida que a pandemia explode no país e ameaça a perspectiva de retomada econômica e de debate sobre reformas", destacou a agência de notícias Reuters em sua análise diária. 

No Brasil, o dia foi de estabilidade nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,69% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 725,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 735,00, Patrocínio/MG manteve a negociação por R$ 725,00, Araguarí/MG manteve o valor por R$ 740,00, Varginha/MG manteve a negociação por R$ 735,00, Franca/MG manteve o valor por R$ 730,00 e Campos Gerais/MG encerrou valendo R$ 730,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 0,66% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 765,00, Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 780,00, Patrocínio/MG manteve a negociação por R$ 765,00, Varginha/MG por R$ 780,00 e Campos Gerais/MG por R$ 790,00.

 

 

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Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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