Mantendo sequência de volatilidade, café volta a cair em Nova York nesta 6ª feira

Publicado em 10/06/2022 08:39
Logística teve leve melhora no mês passado e exportação avançou 5%

O mercado futuro do café arábica abriu o pregão desta sexta-feira (10) com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).

"O clima será uma preocupação constante daqui para frente. Começamos junho e o inverno se aproxima. Nestes tempos de incertezas e mudanças climáticas, estoques baixos e quebra de safra no Brasil e em muitos países produtores, as cotações do café na ICE em Nova Iorque – principal indicador para os preços do café – irão oscilar muito", destacou a última análise do Escritório Carvalhaes. 

Por volta das 8h35 (horário de Brasília), julho/22 tinha queda de 165 pontos, negociado por 233 cents/lbp, setembro/22 tinha baixa de 175 pontos, valendo 233,05 cents/lbp, dezembro/22 tinha baixa de 205 pontos, cotado por 232,05 cents/lbp e março/23 tinha baixa de 275 pontos, valendo 230,15 cents/lbp. 

Na Bolsa de Londres, o café conilon abriu com estabilidade. Julho/22 tinha queda de US$ 2 por tonelada, valendo US$ 2091, setembro/22 tinha baixa de US$ 1 por tonelada, negociado por US$ 2106, novembro/22 tinha queda de US$ 4 por tonelada, valendo US$ 2097 e janeiro/23 tinha baixa de US$ 11 por tonelada, cotado por US$ 2079. 

EXPORTAÇÃO DE CAFÉ 

As exportações brasileiras de café totalizaram 2,806 milhões de sacas de 60 kg em maio deste ano, volume que implica alta de 5,1% em relação aos 2,669 milhões remetidos no mesmo mês de 2021. Em receita, os embarques renderam US$ 668,1 milhões, apresentando significativo crescimento de 83,1% na mesma comparação. Os dados são do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
 
Com os números de maio, as remessas nacionais do produto no acumulado do ano safra 2021/22 chegam a 36,288 milhões de sacas, desempenho 14,8% inferior ao registrado no acumulado entre julho de 2020 e maio de 2021, quando o país exportou 42,597 milhões de sacas. Já em valores, houve salto de 35,5% em idêntico intervalo, com a receita saindo de US$ 5,420 bilhões para os atuais US$ 7,344 bilhões.

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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