Café tem semana marcada por queda nas exportações do Brasil e da Colômbia, mas tem queda no acumulado

Publicado em 10/03/2023 15:51 e atualizado em 10/03/2023 17:57
Negócios seguem travados, produtor não vende, mas ponta compradora também não tem pressa

O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações da semana com valorização para os preços no pregão desta sexta-feira (10) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Maio/23 teve alta de 275 pontos, negociado por 177,80 cents/lbp, julho/23 teve valorização de 250 pontos, cotado por 177,10 cents/lbp, setembro/23 teve alta de 235 pontos, negociado por 175,45 cents/lbp e dezembro/23 teve alta de 225 pontos, cotado por 173,70 cents/lbp. Mesmo com a alta de hoje, o café encerrou a semana com baixa de 1,39% no acumulado semanal. 

O café arábica tem suporte na preocupação com a oferta global do produto. A semana foi marcada pela divulgação dos números de exportação da Colômbia e do Brasil. 

Primeiro, o país vizinho informou queda de 6% no mês de fevereiro, ficando abaixo de um milhão de sacas no período. No Brasil, a baixa foi ainda mais significativa, com queda de 33% em relação ao ano passado. 

Segundo Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, as baixas se justificam pelo período de entressafra, o fato do Brasil não ter mais café remanescente da safra 22 e também pelos negócios travados tanto pelo lado do produtor, mas também do lado importador. Mesmo com a queda, afirma que o Brasil segue atendendo pelo menos 120 países. 

"Com mercado spot externo mais atrativo e menor disponibilidade na entressafra brasileira, cenário impacta desempenho no bimestre e pode durar até a chegada da colheita 2023", destaca o Cecafé. 

Do outro lado da cadeia, de fato o produtor segue mantendo cautela na hora de fechar negócio. As chuvas do início ano foram positivas e agora o produtor aguarda para saber como será a recuperação na produção não só neste ano, mas também em 2024. 

No Brasil, o dia foi marcado por poucas variações nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,90% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 1.120,00, Machado/MG teve alta de 1,42%, negociado por R$ 1.075,00, Varginha/MG teve alta de 0,92%, cotado por R$ 1.100,00, Campos Gerais/MG teve alta de 1,79%, cotado por R$ 1.137,00 e Franca/SP teve alta de 1,82%, valendo R$b 1.120,00. 

O tipo cereja descascado teve alta de 0,83% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 1.220,00, Varginha/MG teve alta de 0,87%, negociado por R$ 1.160,00 e Campos Gerais/MG teve valorização de 1,70%, valendo R$ 1.197,00. 

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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