Preços do café seguem pressionados, diante incerteza da taxação de Trump

Publicado em 30/07/2025 09:48
Futuros trabalhavam com ganhos na manhã desta 4ª feira (30)

Os preços do café seguem instáveis, diante as incertezas sobre a taxação de Trump, que entrará em vigor na sexta-feira (01). Na manhã desta quarta-feira (30), as cotações futuras avançavam nas bolsas internacionais, com o robusta registrando ganho de mais de 4% em Londres.

Segundo pesquisadores do Cepea, em 2024, o Brasil respondeu por aproximadamente 23% do total comprado pelos EUA, a Colômbia cerca de 17%, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%. No segmento do arábica, em que o Brasil também lidera os embarques aos EUA, a Colômbia, principal concorrente, permanece isenta da nova tarifação. Quanto ao robusta, o Vietnã negocia a aplicação de uma alíquota reduzida de 20%, frente aos 46% inicialmente previstos. 

Informações da Reuters apontam que o U.S. Congressional Coffee Caucus tem feito lobby para que o café seja excluído das tarifas, dizendo que elas criarão desafios para o setor porque não há substitutos domésticos viáveis. O Secretário de Comércio dos EUA disse nesta terça-feira (29) que as commodities não cultivadas nos EUA poderiam ser isentas de tarifas.

Boletim do Escritório Carvalhaes destaca que a colheita da nova safra brasileira 2025/2026 avança rapidamente e já passou dos 70%, mas o benefício da nova safra de arábica preocupa, pois os números apontam para uma quebra na renda acima da usual. 

Perto das 9h (horário de Brasília), o arábica trabalhava com ganho de 205 pontos no valor de 298,55 cents/lbp no vencimento de setembro/25, um aumento de 160 pontos no valor de 291,35 cents/lbp no de dezembro/25, e uma alta de 140 pontos no valor de 284,75 cents/lbp no de março/26.

O robusta registrava a valorização de US$ 150 no valor de US$ 3,495/tonelada no contrato de setembro/25, um avanço de US$ 124 negociado por US$ 3,414/tonelada no de novembro/25, e um aumento de US$ 104 no valor de US$ 3,355/tonelada no de janeiro/26. 

Por: Raphaela Ribeiro
Fonte: Notícias Agrícolas

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