Retirada das tarifas dos EUA sobre café brasileiro derruba futuros em NY e Londres nesta 6ª feira

Publicado em 21/11/2025 18:01
Alta do dólar também pesou, mas contribuiu para mercado interno

A sessão desta sexta-feira (21) foi de baixas expressivas para os futuros do café negociados tanto na Bolsa de Nova York, quanto na Bolsa de Londres. Os mercados reagiram imediatamente à baixa das tarifas sobre o café brasileiro pelo governo dos Estados Unidos.

Em NY, as perdas no arábica - que é maior parte das exportações americanas de produto brasileiro -  foram de mais de 700 pontos, levando o dezembro a 400 cents de dólar por libra-peso, enquanto o maio fechou o dia com 352,25 cents/lb. Assim, os patamares chegam aos seus menores patamares em sete semanas, depois de dias de intensa volatililidade.

A alta do dólar frente ao real - de mais de 1,2% - também pesou sobre os preços nesta sexta-feira. Os fundamentos, no entanto, ainda dão certo suporte às cotações, em especial os estoques apertados. A moeda norte-americana fechou o dia com R$ 5,40 e ganho de 1,2%. 

Em Londres, os futuros do robusta também cederam, mas menos. Neste caso, parte das baixas veio atrelada às perdas do arábica, mas equilibradas pelas chuvas fortes que chegam ao Vietnã e ainda preocupam o mercado. 

MERCADO BRASILEIRO

No mercado nacional, o ritmo de negócios foi mais lento no pós feriado, e os preços pouco variaram. Afinal, enquanto os futuros nas bolsas caíram forte, o dólar subiu expressivamente e também renovou máximas em meses.

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Nestlé Brasil projeta aumento de 27% na exportação de café solúvel este ano
Café começa abril dividido: arábica recua e robusta tenta reação nas bolsas
Café/Cepea: Arábica reage em março, mas robusta se desvaloriza
Café reage após forte queda e fecha em alta com suporte do câmbio e ajustes nas posições
De pequenos a grandes produtores, o café brasileiro se reinventa para não sair do mapa da qualidade
Café abre em alta com petróleo acima de US$ 100, custos logísticos no radar e clima acompanhando a safra brasileira