Café sobe nas bolsas internacionais no decorrer da sessão desta segunda-feira

Publicado em 16/03/2026 13:34
Por volta das 13h20 (horário de Brasília), arábica em Nova York registra ganhos mais expressivos enquanto robusta em Londres também avança com ajustes do mercado

As cotações do café operam em alta nas bolsas internacionais no decorrer da sessão desta segunda-feira (16), com recuperação dos preços após as perdas. O movimento é acompanhado de ajustes técnicos e reposicionamento dos investidores nas bolsas de Nova York e Londres.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato maio/26 do café arábica era negociado a 293,20 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 805 pontos por volta das 13h20 no horário de Brasília. 

Na Bolsa de Londres (ICE Europe), o café robusta com vencimento em maio/26 era cotado a US$ 3.488 por tonelada, com alta de 33 pontos. O contrato abriu os negócios em US$ 3.473, alcançou máxima de US$ 3.503 e marcou mínima de US$ 3.415 por tonelada durante o dia.

O movimento positivo ocorre em meio a um ambiente ainda marcado por forte volatilidade no mercado internacional do café. Operadores seguem atentos às perspectivas para a produção nos principais países produtores, especialmente no Brasil e no Vietnã, que têm grande influência sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Além disso, fatores macroeconômicos também continuam no radar dos investidores. Oscilações cambiais e movimentos de fundos no mercado de commodities podem ampliar a volatilidade das cotações ao longo das sessões, principalmente em períodos de transição entre safras.

Para produtores e comerciantes, o acompanhamento das bolsas internacionais permanece essencial para entender o comportamento dos preços no mercado físico, que segue diretamente influenciado pelas negociações em Nova York para o arábica e em Londres para o robusta.

O mercado também permanece sensível a novas informações sobre clima nas regiões produtoras e ao ritmo das exportações globais, fatores que podem alterar rapidamente o sentimento dos investidores e direcionar o comportamento das cotações nos próximos pregões.

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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