Café fecha em alta nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (5)

Publicado em 05/03/2026 16:56 e atualizado em 05/03/2026 17:28
Arábica sobe mais de 200 pontos em Nova York e robusta também avança em Londres.

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Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica registraram ganhos entre os principais vencimentos. O contrato março/26 finalizou o dia cotado a 293,00 cents por libra-peso, com alta de 230 pontos. O maio/26 fechou a 288,80 cents/lbp, avançando 255 pontos, enquanto o julho/26 terminou o pregão a 283,95 cents/lbp, com ganho de 275 pontos.

Em Londres, o café robusta também apresentou valorização. O contrato março/26 encerrou o dia cotado a US$ 3.806 por tonelada, com alta de 17 pontos. O maio/26 fechou a US$ 3.744 por tonelada, também com ganho de 17 pontos, enquanto o julho/26 terminou a sessão a US$ 3.656 por tonelada, registrando alta de 11 pontos.

Segundo análise internacional de mercado, os preços foram sustentados por preocupações com a oferta global de café. Dados divulgados pelo governo brasileiro indicaram que as exportações de café do Brasil em fevereiro caíram 17,4% na comparação anual, somando 142 mil toneladas, fator que reforçou o sentimento de aperto na oferta e ajudou a impulsionar as cotações.

Além disso, o mercado também monitora impactos logísticos no comércio global. Tensões geopolíticas no Oriente Médio têm elevado custos de transporte marítimo, seguros e combustível, o que pode aumentar os custos para importadores e torrefadores de café ao redor do mundo.

No Brasil, os preços físicos seguem em patamares elevados, apesar de movimentos recentes de correção. De acordo com dados do Cepea/Esalq, o Indicador do café arábica fechou em R$ 1.859,96 por saca de 60 kg no dia 4 de março, com variação diária positiva de 0,36%. No acumulado do mês, o indicador registra alta de 3,47%.

Para o café robusta, o indicador Cepea apontou R$ 1.067,90 por saca, com leve recuo diário de 0,67%, mas ainda com alta mensal de 3,40%, refletindo a firmeza do mercado interno diante da demanda e das oscilações no cenário internacional.

Segundo levantamentos do Cepea, o mercado brasileiro vem passando por ajustes após períodos de forte valorização, influenciado por expectativas de oferta e pelo comportamento das safras nas principais regiões produtoras.

Agentes do mercado seguem atentos à evolução da safra brasileira e ao ritmo das exportações, fatores que devem continuar influenciando a formação dos preços nas bolsas internacionais nas próximas semanas.
 

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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