Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos

Publicado em 07/05/2026 16:28 e atualizado em 07/05/2026 20:13
Mercado amplia perdas ao longo do dia com avanço da colheita no Brasil, enquanto robusta limita quedas e mantém suporte em Londres

O mercado do café encerrou esta quinta-feira (7) com forte pressão sobre os contratos do arábica na Bolsa de Nova York, refletindo o avanço da safra brasileira, expectativa de maior oferta global e movimentações técnicas dos fundos. Já o robusta terminou o dia com comportamento mais firme em Londres.

No fechamento da sessão, o contrato maio/26 do arábica encerrou negociado a 291,05 cents/lb, com queda de 840 pontos. O julho/26 fechou a 273,25 cents/lb, com baixa de 1.060 pontos. O setembro/26 terminou cotado a 265,15 cents/lb, com perda de 1.095 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 258,85 cents/lb, com recuo de 1.050 pontos.

Em Londres, o robusta registrou desempenho mais sustentado. O contrato maio/26 fechou a 3.662 dólares por tonelada, com alta de 24 pontos. O julho/26 encerrou a 3.432 dólares, com avanço de 19 pontos. O setembro/26 subiu 5 pontos, cotado a 3.321 dólares, enquanto o novembro/26 terminou a 3.236 dólares por tonelada, com baixa de 8 pontos.

O mercado passou o dia pressionado pelo avanço da colheita brasileira, principalmente do conilon no Espírito Santo, além das expectativas de recuperação da produção nacional na safra 2026/27. As projeções de uma oferta mais confortável seguem pesando sobre New York, especialmente após as recentes estimativas indicando aumento da produção brasileira.

Outro fator que ampliou a pressão foi a atuação dos fundos e investidores, com realização de lucros e liquidação de posições compradas. O arábica chegou a aprofundar as perdas ao longo do pregão diante do aumento da percepção de oferta mais ampla nos próximos meses.

Mesmo com a queda do arábica, o robusta encontrou sustentação em Londres. O mercado segue atento ao ritmo da colheita brasileira e à demanda internacional pelo conilon, além das condições climáticas nas regiões produtoras.

No Brasil, o clima continua favorecendo os trabalhos de campo. O predomínio de tempo seco nas principais áreas produtoras ajuda o avanço da colheita e melhora as condições para maturação dos grãos, cenário que reforça a pressão sazonal sobre os preços neste momento.

Com isso, o mercado encerra a sessão ainda bastante volátil e totalmente direcionado pelos fundamentos brasileiros, com operadores acompanhando de perto o ritmo da colheita, o comportamento da oferta e a movimentação dos produtores no mercado físico.
 

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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