Com chuvas preocupando para colheita, café continua subindo e tem mais de 1% de alta em NY
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Os preços do café continuam subindo nesta quarta-feira (1º) nas bolsas internacionais. O mercado encontra suporte na continuidade da redução dos estoques certificados de arábica na ICE Futures US, ao mesmo tempo em que acompanha o avanço da colheita brasileira, comprometida pelo excesso de chuvas em algumas regiões importantes de produção.
Os ganhos entre as posições mais negociadas, por volta de 12h55 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 1,03% e 1,24%, levando o setembro a 299,50 e o dezembro a 285,60 cents de dólar por libra-peso.
Na região de atuação da Cooxupé, por exemplo, os trabalhos de campo chegaram a 24,9% até o último dia 28, registrando o menor patamar desde 2018. O índice de colheita atual está 6,5 pontos percentuais abaixo dos 31,4% registrados em igual período de 2025. O cenário é semelhante na área da Expocacer, onde a área colhida chega a 27%, contra 35% do mesmo período do ano passado.
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"Esse atraso se justifica pela ocorrência de chuvas na quarta semana de junho, que provocaram retardos nos trabalhos de cata e no beneficiamento, além de ocasionarem a queda de aproximadamente 25% dos frutos, aumentando o volume de “café de chão” e podendo comprometer a produtividade e a qualidade de parte dos lotes", traz o boletim técnico da Expocacer.
O Cepea também trouxe, em sua análise semanal, o impacto das chuvas "fora de época" acometendo as áreas onde a colheita do café já deveria estar mais avançada. "Historicamente, este mês é caracterizado por precipitações muito limitadas, mas, em 2026, os volumes foram expressivos nas principais praças, comprometendo o andamento da colheita da safra 2026/27. De acordo com pesquisadores do Cepea, além de derrubarem grãos dos pés, as chuvas inviabilizam a secagem nos terreiros e influenciam o aparecimento de mofo tanto nos grãos caídos no chão quanto naqueles ainda na planta, gerando preocupação relevante com a qualidade dos lotes", informam os pesquisadores.
Além disso, o Cepea destaca ainda que as preocupações não se dão somente para a safra atual, mas também para a próxima, já que as chuvas excessivas poderiam gerar o nascimento de flores precoces, gerando problemas para a temporada seguinte.
Agora, o mercado passa a acompanhar com atenção as previsões dos próximos dias e semanas para as regiões produtoras.
O mercado segue recebendo sustentação da oferta restrita de café certificado. Segundo análise do Escritório Carvalhaes, os estoques certificados de café arábica da ICE Futures US recuaram mais 3.069 sacas, passando para 377.465 sacas. No mesmo período do ano passado, o volume era de 841.173 sacas, uma redução de 463.708 sacas em doze meses.
Ainda de acordo com o Escritório Carvalhaes, os estoques vêm acumulando sucessivas quedas. Apenas em maio, a redução foi de 63.853 sacas. Em abril, o recuo alcançou 58.191 sacas e, considerando todo o ano de 2025, as perdas chegaram a 526.812 sacas, equivalente a uma retração de 53,76%. O cenário continua sendo um dos principais fatores de sustentação das cotações internacionais.
No mercado físico brasileiro, a consultoria destaca que o arábica permanece firme e com forte interesse comprador. As ofertas registraram elevação, acompanhando o movimento da Bolsa de Nova York, embora em intensidade menor. O volume de negócios aumentou, mas muitos produtores seguem adotando postura cautelosa, preferindo adiar novas vendas enquanto aguardam maior definição sobre o comportamento dos preços durante a evolução da safra.
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