Mercado vê safra avançar e café afunda nas bolsas logo cedo; robusta perde força com pressão da colheita

Publicado em 14/05/2026 10:18 e atualizado em 14/05/2026 10:52
Arábica recua mais de 400 pontos em Nova York e robusta cai até 72 pontos em Londres; mercado acompanha avanço da safra brasileira, clima favorável e projeções de ampla oferta global

O mercado futuro do café iniciou esta quinta-feira (14) em queda nas bolsas internacionais, com pressão mais forte sobre o arábica em Nova York e perdas também para o robusta em Londres. O movimento acompanha o avanço gradual da safra brasileira, melhora das condições climáticas nas regiões produtoras e a continuidade das projeções de ampla oferta global para o ciclo 2026/27.

Por volta das 9h57 no horário de Brasília, o contrato julho/26 do café arábica recuava 410 pontos, negociado a 276,65 cents/lbp na ICE Futures US. O setembro/26 caía 420 pontos, cotado a 269,20 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 perdia 400 pontos, valendo 263,05 cents/lbp.

No robusta, negociado na ICE Europe, o julho/26 recuava 72 pontos, cotado a US$ 3.488 por tonelada. O setembro/26 tinha baixa de 65 pontos, a US$ 3.375 por tonelada, e o novembro/26 também caía 65 pontos, negociado a US$ 3.295 por tonelada.

O mercado segue reagindo ao avanço da colheita brasileira, principalmente do conilon no Espírito Santo, além da expectativa de entrada mais intensa da safra de arábica nas próximas semanas. Apesar de relatos de produtividade irregular em algumas regiões, a percepção predominante entre os operadores continua sendo de uma oferta confortável no Brasil em 2026.

No Espírito Santo, maior produtor brasileiro de robusta, a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel) indicou expectativa de queda na safra de conilon neste ciclo devido aos impactos climáticos registrados em parte das lavouras. Ainda assim, o mercado entende que o volume brasileiro seguirá elevado e suficiente para manter pressão sobre os preços internacionais.

Além da colheita, o clima continua no radar. As condições mais secas em boa parte das áreas produtoras favorecem o avanço dos trabalhos no campo e aumentam a expectativa de maior oferta física nas próximas semanas. Esse cenário reduz parte do prêmio climático que sustentou os preços nos meses anteriores.

O mercado externo também acompanha os movimentos do petróleo e do câmbio internacional. As atenções seguem voltadas às tensões geopolíticas e às discussões comerciais entre Estados Unidos e China, fatores que influenciam diretamente o apetite dos fundos e o comportamento das commodities.

Mesmo com as quedas nesta manhã, analistas seguem atentos ao comportamento da colheita brasileira, principalmente em relação à qualidade do café, ao ritmo de comercialização e ao impacto climático sobre o desenvolvimento final da safra.
 

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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