Café sobe nas bolsas, mas mercado continua de olho na safra brasileira nesta 3ª feira

Publicado em 02/06/2026 09:22 e atualizado em 02/06/2026 10:09
Arábica e robusta avançam, mas com clima e colheita no BR no radar

O mercado do café iniciou esta terça-feira (2) em alta nas bolsas internacionais, com os investidores ajustando posições após as fortes oscilações registradas nas últimas semanas. Apesar da recuperação nos contratos futuros, o avanço da colheita brasileira continua sendo o principal fator acompanhado pelo mercado e limita movimentos mais expressivos de valorização.
 
Por volta das 9h10 de Brasília, o café arábica negociado na Bolsa de Nova York apresentava ganhos moderados. O contrato julho/26 era cotado a 261,85 centavos de dólar por libra-peso, alta de 125 pontos. O setembro/26 avançava 120 pontos, para 255,40 centavos. Já o dezembro/26 subia 100 pontos, cotado a 247,75 centavos por libra-peso.

No mercado do robusta, negociado em Londres, os contratos também operavam em campo positivo. O vencimento julho/26 era negociado a US$ 3.476 por tonelada, alta de 38 pontos. O setembro/26 avançava 38 pontos, para US$ 3.353 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrava valorização de 36 pontos, cotado a US$ 3.278 por tonelada.
 
O mercado segue avaliando o avanço da safra 2026/27 no Brasil. A colheita de conilon evolui em importantes regiões produtoras, enquanto os trabalhos com o arábica ganham ritmo gradualmente nas principais áreas cafeeiras. A expectativa predominante entre agentes do mercado é de uma produção brasileira robusta neste ciclo, fator que continua pressionando as cotações no médio prazo.
 
Ao mesmo tempo, questões climáticas permanecem no radar. Operadores acompanham a possibilidade de formação de um episódio de El Niño nos próximos meses, além do risco de geadas durante o inverno brasileiro. Embora ainda não haja impactos concretos sobre a produção, qualquer mudança nas previsões meteorológicas tende a gerar volatilidade nas bolsas.

Outro ponto de atenção é a divulgação de novas estimativas para a safra brasileira, que podem ajudar a calibrar as expectativas sobre oferta global. Enquanto parte do mercado trabalha com uma produção acima de 70 milhões de sacas, ainda existe cautela quanto ao rendimento final das lavouras e à qualidade dos grãos colhidos.

Com isso, o início de junho mantém o mercado dividido entre a entrada da nova safra brasileira, que amplia a oferta disponível, e os riscos climáticos que ainda podem influenciar a produção e a formação dos preços ao longo dos próximos meses.
 

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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