Café tem novas baixas em NY nesta 5ª feira, com menores preços em mais de 1 ano
Os contratos futuros do café arábica operam em expressiva baixa na Bolsa de Nova Iorque nesta quinta-feira (4), dando continuidade a uma sequência de perdas das últimas semanas que empurrou as cotações para os menores níveis em cerca de um ano e meio.
O avanço acelerado da colheita no Brasil e projeções de uma oferta global robusta são os principais fatores que pesam sobre as mesas de negociação, apesar de problemas pontuais que registra a safra do Brasil nos últimos dias.
Nesta manhã de quarta-feira, os futuros perdiam de 0,8% a 1% nos contratos mais negociados, levando o julho a 250,70 cents de dólar por libra-peso, enquanto o setembro tinha 245,45/lb.
O movimento de liquidação de posições foi acentuado pela desvalorização do real frente ao dólar na sessão de ontem, quando a moeda americana fechou o dia com mais de 1%. Hoje, com o feriado de Corpus Christi no Brasil, o mercado não funciona. Assim, os negócios no país deverão també ficar travados.
O clima predominantemente seco e de altas temperaturas nas principais regiões produtoras brasileiras tem favorecido o bom avanço dos trabalhos de campo nos cafezais do país, garantindo a chegada do grão novo ao mercado e pesando sobre os preços. Os vencimentos mais alongados estão ainda mais baixos.
Os números continuam sinalizando uma safra recorde no Brasil nos relatórios oficiais, porém, há divergências ainda sobre o tamanho da oferta entre especialistas e produtores, em especial sobre a safra do arábica.
Na Bolsa de Londres, o café conilon também acompanha o movimento negativo, pressionado pelo aumento do fluxo de exportações vindo do Vietnã, o que reduz a pressão de compra sobre o arábica em Nova York.
"Embora os estoques certificados globais sigam em níveis historicamente apertados, analistas de mercado apontam que, a menos que ocorra um evento climático extremo nas próximas semanas na América do Sul, a tendência é de que o mercado internacional acomode os preços em patamares mais baixos, consolidando uma transição para uma fase de folga na oferta global", afirmam analistas e consultores internacionais.
O mercado físico brasileiro reflete o recuo externo, operando com ritmo lento e negócios apenas pontuais, com os produtores segurando as vendas à espera de momentos de reação nas tabelas de preços.