Café amplia perdas nesta quinta-feira com avanço da colheita no Brasil e perspectiva de maior oferta global
![]()
Os futuros do café aprofundaram as perdas nesta quinta-feira (23) nas bolsas internacionais. O mercado segue pressionado pelo avanço da colheita no Brasil, principal produtor mundial, e pela expectativa de maior disponibilidade de café nos próximos meses, após o USDA elevar as estimativas para a produção mundial na safra 2026/27, projetando recordes de produção, consumo e exportações.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica era negociado a 312,60 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1.195 pontos. O contrato dezembro/26 recuava 1.170 pontos, cotado a 297,25 cents/lb, enquanto o março/27 perdia 1.240 pontos, negociado a 291,15 cents/lb.
Na ICE Europe, o robusta também operava em queda. O vencimento setembro/26 era negociado a US$ 3.719 por tonelada, com baixa de 77 dólares. O contrato novembro/26 recuava 50 dólares, para US$ 3.711 por tonelada, e o janeiro/27 caía 36 dólares, cotado a US$ 3.687 por tonelada.
O mercado continua encontrando forte resistência para recuperar os ganhos registrados nas últimas semanas. O principal fator de pressão permanece sendo a evolução da colheita brasileira, que amplia a oferta física ao mercado internacional. Dados divulgados pela Cooxupé mostram que a cooperativa já havia colhido 47,3% da safra até a última atualização, reforçando o avanço dos trabalhos no principal cinturão cafeeiro do país.
Além da entrada da safra brasileira, o sentimento do mercado também foi influenciado pelo novo relatório semestral do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta semana. O órgão elevou sua projeção para a safra mundial 2026/27 e estima que a produção global alcance um novo recorde, acompanhada também por níveis históricos de consumo e exportações. A expectativa é de recomposição parcial dos estoques globais, cenário considerado baixista para as cotações internacionais.
Apesar desse quadro, agentes do mercado seguem monitorando atentamente as condições climáticas no Brasil. O desenvolvimento das floradas que formarão a safra 2027/28 continuará sendo um dos principais direcionadores dos preços no segundo semestre, especialmente diante das incertezas relacionadas à influência do El Niño sobre as regiões produtoras brasileiras.
0 comentário
Café amplia perdas nesta quinta-feira com avanço da colheita no Brasil e perspectiva de maior oferta global
Café abre a 5ª feira em queda nas bolsas e mercado acompanha clima
Café fecha em queda nas bolsas nesta 4ª feira com avanço da colheita no Brasil pressionando as cotações
Café abre em direções opostas com mercado atento ao clima e ao ritmo da colheita no Brasil
Colheita de café na área de atuação da Cooxupé alcança 47,3%
Café/Cepea: Embarques recuam na safra 2025/26, mas receita fica estável