Café dispara nas bolsas e fecha a 4º feira em alta de mais de 4% em Nova York

Publicado em 01/07/2026 16:58 e atualizado em 01/07/2026 17:36
Chuvas seguem dificultando os trabalhos no campo e reforçam preocupações com a qualidade da safra, enquanto robusta também avança com força em Londres

Os preços do café encerraram a sessão desta quarta-feira (1º) com fortes altas nas bolsas internacionais. O mercado foi impulsionado pelas preocupações com os impactos das chuvas sobre a colheita, a secagem e o beneficiamento dos grãos, cenário que elevou a percepção de restrição da oferta disponível no curto prazo e levou o contrato setembro do arábica a superar novamente o patamar de US$ 3,00 por libra-peso, maior nível dos últimos cinco meses, segundo análise da Safras & Mercado.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato julho/26 fechou cotado a 324,30 cents por libra-peso, com ganho de 1.310 pontos. O setembro/26 encerrou a 309,90 cents/lbp, alta de 1.345 pontos, enquanto o dezembro/26 terminou negociado a 294,85 cents/lbp, valorização de 1.275 pontos.

O café robusta também registrou forte valorização na ICE Europe. O vencimento julho/26 fechou a US$ 3.958 por tonelada, avanço de 113 pontos. O setembro/26 encerrou a US$ 3.771 por tonelada, alta de 113 pontos, e o novembro/26 terminou cotado a US$ 3.726 por tonelada, com ganho de 114 pontos.

Segundo a Safras & Mercado, as chuvas sobre o cinturão cafeeiro seguem dificultando a evolução da colheita, além de prejudicarem a secagem e o beneficiamento dos grãos. O mercado também acompanha relatos de possíveis impactos sobre a qualidade da safra, fator que reforça o movimento de alta das cotações. A contínua redução dos estoques certificados da ICE Futures US permanece como outro importante elemento de sustentação, indicando aperto na oferta disponível no curto prazo.

No campo, o avanço da colheita exige maior atenção dos produtores à preservação da qualidade dos grãos. A Cooxupé destaca que a adoção de boas práticas durante a colheita, a secagem, o beneficiamento e a armazenagem é fundamental para minimizar perdas e preservar o potencial de qualidade da safra, especialmente em um período marcado por interrupções provocadas pelas chuvas.

O mercado segue sensível às condições climáticas e ao ritmo da colheita. Enquanto persistirem as dificuldades para o avanço dos trabalhos no campo e as incertezas sobre a qualidade dos grãos, os preços tendem a permanecer sustentados, acompanhando a evolução da oferta nas principais regiões produtoras.

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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