Café abre sessão nesta 3ª feira em queda com realização de lucros e foco na oferta da nova safra

Publicado em 07/07/2026 09:39
Arábica perde 1.435 pontos em Nova York e robusta recua 54 pontos em Londres; mercado acompanha ritmo da colheita brasileira e demanda no físico

Os preços do café iniciaram a manhã desta terça-feira (7) em queda nas bolsas internacionais, após os fortes avanços registrados nas últimas sessões.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica recuava 1.435 pontos, negociado a 335,60 cents/lbp. O vencimento dezembro/26 perdia 1.395 pontos, cotado a 321,45 cents/lbp.

Em Londres (ICE Europe), o café robusta também operava em baixa. O contrato setembro/26 registrava queda de 54 pontos, sendo negociado a US$ 3.990 por tonelada, enquanto o vencimento novembro/26 cedia 57 pontos, para US$ 3.950 por tonelada.

No mercado físico brasileiro, o cenário continua de pouca disponibilidade de café. Segundo análise do escritório Carvalhaes, a procura segue elevada para todos os padrões de arábica, mas o volume de negócios permanece abaixo das necessidades dos compradores. A consultoria avalia que ainda resta pouco café da safra 2025/26 nas mãos dos produtores e que a entrada da nova safra ocorre de forma gradual, diante dos desafios climáticos, da queda de frutos e das dificuldades com mão de obra. Com isso, muitos cafeicultores continuam vendendo apenas o necessário, à espera de maior definição sobre o comportamento do mercado nos próximos meses.

No campo, a previsão do Climatempo indica aumento das instabilidades entre esta terça e quarta-feira sobre a faixa leste do Sudeste, com chuvas pontuais no leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Zona da Mata mineira. Nas demais regiões produtoras do interior do Sudeste, o tempo deve permanecer seco, favorecendo o avanço da colheita. A partir da segunda metade da semana, o tempo seco volta a predominar na maior parte das áreas cafeeiras, enquanto o Espírito Santo e o sul da Bahia podem registrar chuvas isoladas. Também há previsão de queda das temperaturas entre São Paulo e o Sul de Minas Gerais, mas, até o momento, não há indicativo de frio extremo ou risco de danos aos cafezais.

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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