Café abre a 4ª-feira com arábica sustentado em Nova York e robusta recuando em Londres diante do avanço da colheita no Brasil
Os preços do café iniciaram a quarta-feira (8) com comportamento misto nas bolsas internacionais. Enquanto o arábica operava próximo da estabilidade em Nova York, o robusta registrava recuo em Londres, em um mercado que segue acompanhando o avanço da colheita brasileira e o cenário climático nas principais regiões produtoras.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica era negociado a 317,70 cents por libra-peso, com alta de 10 pontos. O vencimento julho/26 avançava 250 pontos, cotado a 334,10 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 apresentava leve baixa de 5 pontos, negociado a 304,95 cents/lbp.
Na ICE Europe, o robusta operava em queda. O contrato setembro/26 recuava 48 pontos, cotado a US$ 3.824 por tonelada. O vencimento julho/26 perdia 172 pontos, para US$ 3.892 por tonelada, enquanto o novembro/26 caía 42 pontos, negociado a US$ 3.797 por tonelada.
No mercado físico brasileiro, o Escritório Carvalhaes destaca que a procura por café arábica continua elevada, com interesse comprador para todos os padrões da bebida. Apesar disso, os preços ofertados recuaram na terça-feira e os negócios permaneceram praticamente paralisados. Segundo a consultoria, ainda há pouco café da safra 2025/26 nas mãos dos produtores, enquanto a entrada da nova safra 2026/27 ocorre lentamente devido aos impactos do clima, à queda de frutos, aos custos de produção e às dificuldades com mão de obra. Nesse cenário, muitos cafeicultores seguem comercializando apenas o volume necessário para cumprir compromissos imediatos, aguardando maior definição sobre o comportamento do mercado nos próximos meses.
As condições climáticas, por sua vez, continuam favorecendo o avanço da colheita na maior parte das regiões produtoras. De acordo com a Climatempo, o predomínio de tempo seco deve beneficiar tanto a colheita quanto a secagem dos grãos no Sul de Minas, Alta Mogiana, Cerrado Mineiro e demais áreas do interior de Minas Gerais e São Paulo. As chuvas previstas para os próximos dias devem se concentrar na faixa leste do Sudeste e não representam, neste momento, risco significativo para as áreas produtoras. A previsão também indica queda nas temperaturas ao longo da segunda metade da semana, mas sem expectativa de frio intenso ou geadas capazes de provocar danos aos cafezais.