Café tem 3ª feira (18) de estabilidade em Nova Iorque, mas de olho nos fundamentos
O mercado do café realiza lucros e opera com leves baixas entre as posições mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque nesta terça-feira (18). Perto de 10h20 (horário de Brasília), as cotações perdiam de 0,03% a 0,22%, com apenas o setembro operando em campo positivo e avançando 1,06% para ser cotado a 348,75 centavos de dólar por libra-peso.
Os futuros do arábica seguem bastante voláteis, divididos entre fundamentos e cenários técnicos e macroeconômicos, e hoje devolvem parte das altas da sessão anterior. Permanecem como pontos de atenção do mercado ainda o clima para a conclusão da colheita no Brasil, as atividades na Colômbia, o avanço de novos negócios e a ajustada relação de oferta e demanda global neste momento.
"Mato Grosso e Minas Gerais apresentam os maiores valores entre os estados, enquanto soja, milho e bovinocultura concentram parte relevante do indicador", explica o analista de mercado e diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.
Além disso, o especialista ainda destacou no seu fechamento de mercado desta segunda (17) que os estoques de café certificados da ICE já acumulam uma queda de 158.706 sacas nos primeiros seis meses de 2026, confirmando a demanda bastante acentuada, enquanto a oferta global segue apertada.
"O mercado físico brasileiro de arábica continua bastante procurado, com muito interesse comprador para todos os padrões de café. As fortes oscilações diárias nos contratos de arábica na ICE americana continuam dificultando o fechamento de um número mais expressivo de negócios no mercado físico", explica Eduardo Carvalhaes.
As puxadas fortes dos últimos dias combinadas a um dólar mais alto deram espaço a alguma recuperação nos indicaditivos de preços nos mercado nacional, mas ainda insuficiente para estimular de forma mais intensa a comercialização.
"Um grande número de produtores recusa as bases de preço oferecidas pelos compradores. Adiam vendas, aguardando um quadro mais claro do cenário para os próximos meses. Vendem apenas o necessário para cumprir os compromissos mais próximos", complementa o analista.