China suspende temporariamente três frigoríficos brasileiros de carne bovina
A China suspendeu temporariamente as importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros após a identificação de resíduos considerados em desacordo com os requisitos sanitários chineses. A medida foi adotada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e atinge unidades localizadas em Mato Grosso e Minas Gerais.
As plantas suspensas são da JBS, em Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), da PrimaFoods, em Araguari (MG, SIF 177), e da Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, com nome fantasia Frialto, em Matupá (MT, SIF 4490).
Segundo a Abiec, o tema vem sendo acompanhado em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária. A entidade informou que as cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países.
Medida é tratada como preventiva
Em nota, a Abiec afirmou que a suspensão possui caráter temporário e preventivo. Segundo a entidade, o objetivo é permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes.
A associação também destacou que o Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
De acordo com a entidade, as discussões seguem em andamento no âmbito técnico entre Brasil e China com foco na rápida normalização da situação envolvendo as unidades exportadoras suspensas.
Fluxo das exportações segue normalmente
A Abiec reforçou ainda que os demais estabelecimentos brasileiros habilitados para exportação à China seguem operando normalmente. Segundo a associação, o fluxo das exportações brasileiras de carne bovina para o mercado chinês permanece mantido.
A China é o principal destino da carne bovina brasileira e mantém rígidos protocolos sanitários para fornecedores internacionais. O setor acompanha com atenção o andamento das tratativas técnicas entre os governos e a possível retomada das habilitações das plantas afetadas.
As informações desta nota foram elaboradas com base em dados divulgados pela Abiec e informações veiculadas pela imprensa nacional.