China suspende temporariamente três frigoríficos brasileiros de carne bovina
A China suspendeu temporariamente as importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros após identificar resíduos de acetato de medroxiprogesterona em cargas exportadas ao país. A medida foi adotada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC).
As unidades suspensas são da JBS, em Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), da PrimaFoods, em Araguari (MG, SIF 177), e da Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, com nome fantasia Frialto, em Matupá (MT, SIF 4490). As desabilitações passaram a constar no sistema oficial chinês de registro de importadores de alimentos, o Ciferquery SingleWindow.
Segundo informações publicadas por veículos de imprensa e consultadas junto às autoridades chinesas, a suspensão entrou em vigor na quarta-feira (20). De acordo com o comunicado das autoridades chinesas, o motivo da suspensão foi a detecção de acetato de medroxiprogesterona em cargas de carne bovina exportadas pelas unidades brasileiras. O composto é um hormônio sintético utilizado como medicamento veterinário para controle reprodutivo de animais.
A legislação chinesa, no entanto, proíbe a presença da substância em animais destinados à produção de alimentos. Com isso, a autoridade alfandegária decidiu interromper temporariamente os embarques das unidades envolvidas até a conclusão das apurações sanitárias.
Suspensões somam quatro unidades brasileiras em 2026
Com as novas restrições anunciadas pela China, chegou a quatro o número de frigoríficos brasileiros suspensos em 2026 por ocorrências relacionadas ao acetato de medroxiprogesterona. Em abril, uma unidade do grupo Frigosul, localizada em Várzea Grande (MT), já havia sido temporariamente desabilitada pelas autoridades chinesas.
Principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil, a China adota protocolos sanitários rigorosos para habilitação e manutenção de fornecedores internacionais. A expectativa do setor agora está concentrada nas investigações técnicas e nas negociações entre os governos brasileiro e chinês para possível retomada das habilitações das plantas afetadas.
As informações desta nota foram elaboradas com base em dados e conteúdos divulgados por veículos da imprensa nacional.
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