Chuva ganha força entre São Paulo e Rio de Janeiro e pode avançar no fim de semana
A atuação de uma frente fria mantém o tempo instável sobre parte da região Sudeste nesta quarta-feira, especialmente entre São Paulo, Sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. De acordo com a meteorologista Estael Sias, há condições para pancadas de chuva moderadas a fortes em pontos isolados, principalmente por conta do contraste entre o ar frio que avança pelo Sul do país e o calor que ainda predomina sobre áreas do Sudeste.
“Esse contraste de temperatura é justamente o que sustenta a possibilidade de chuva forte hoje em alguns pontos de São Paulo, metade sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e também parte do Espírito Santo”, explicou a meteorologista.
Apesar da chuva, boa parte de Minas Gerais e o oeste paulista continuam sob predomínio do tempo seco. Segundo Estael, a precipitação neste período do ano é importante para melhorar a qualidade do ar e recompor a umidade do solo, já que a região entra gradualmente na estação seca.
No decorrer da quinta-feira, a tendência é de redução das instabilidades, com a chuva ficando mais concentrada no litoral e em áreas do leste de São Paulo e Rio de Janeiro. Já na sexta-feira, a previsão indica reorganização das áreas de chuva devido à queda da pressão atmosférica, favorecendo novos episódios de precipitação.
As projeções indicam acumulados mais expressivos no interior paulista. Municípios como Avaré, Itapeva e Itapetininga podem registrar volumes entre 20 mm e 40 mm ao longo do fim de semana, com possibilidade de temporais isolados e até granizo em algumas áreas.
No sul de São Paulo, a região de Registro deve enfrentar chuva persistente entre sexta-feira e domingo. Segundo Estael, o excesso de umidade pode prejudicar atividades no campo, principalmente pulverizações e operações de manejo.
“O produtor precisa acompanhar porque a umidade elevada e a chuva contínua dificultam bastante os trabalhos na lavoura”, destacou.
Já no Espírito Santo, cidades como Colatina devem registrar pancadas mais irregulares e passageiras, típicas de calor e umidade. Há risco para temporais isolados, mas sem previsão de chuva volumosa e persistente como no sul paulista.
A meteorologista também alerta que a chuva pode ocorrer de forma bastante desigual dentro das propriedades rurais. “Muitas vezes chove em uma parte da lavoura e em outra não. Por isso, ferramentas de monitoramento local ajudam muito na tomada de decisão do produtor”, afirmou.