Suíno vivo: Frigoríficos evitam formação de estoque e pressionam preços ao produtor

Publicado em 02/06/2017 15:56

Os preços do suíno vivo não tiveram comportamento diferente das outras proteínas animais nesta semana. Em boa parte das praças a cotação caiu, ou ficou estável, mas sempre indicando viés de baixa.

“Na segunda metade do mês, o ambiente de negócios apresentou bastante lentidão e os frigoríficos adotaram a estratégia de não formar grande volumes de estoques, o que ajudou a pressionar as cotações”, explica o analista da Safras & Mercado, Allan Maia.

O levantamento de preço realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Maia, apurou queda em pelo menos duas praças. O maior recuo ocorreu no Paraná, pendendo 3,37% de seu valor e terminando a semana cotada a R$ 3,73/kg. Em seguida vem São Paulo, com recuo de 2,35%, cotado a R$ 4,16/kg.

A única divergência de comportamento ocorreu no Mato Grosso, onde o quilo do animal vivo subiu R$ 0,06 com a referência avançado para R$ 3,39/kg. (Confira no gráfico).

Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), embora os preços do animal vivo venham caindo nos últimos dias, o valor médio de venda ainda é recorde nominal para o mês de maio.

No atacado, nos últimos sete dias, a desvalorização foi de 4,9%. A carcaça especial está sendo negociada, em média, em R$5,80 por quilo.

Para o curto prazo "fica a expectativa de como se comportará a demanda com o início do mês e o recebimento dos salários pela população nos próximos dias", diz a analista, Juliana Pila, da Scot Consultoria.

Exportações

As exportações de carne de suína 'in natura' caíram em receita e volume no mês de maio, tanto em relação ao mês passado, quando ao igual período do ano passado.

No período foram embarcados 41,7 mil toneladas, sendo a média diária de 1,9 mil/t. Esse resultado representa queda de 23,3% na comparação com o mês anterior e, 27,9% frente maio/16.

Em receita, as vendas externas totalizaram US$ 112,3 milhões, ficando 24% abaixo do mês anterior e, 5,5% se comparado ao igual período do ano passado.

>> Confira a cotação completa do suíno.

Por: Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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