Com produção estimada em R$ 16 bi, suinocultura é setor em evolução constante no Estado

Publicado em 09/10/2020 18:44 e atualizado em 09/10/2020 19:18

A suinocultura é uma das cadeias produtivas que mais cresce em Mato Grosso do Sul. A produção vem em evolução constante, responsável por 16 mil empregos e produção estimada em R$ 16 bilhões. O mercado internacional e as perspectivas da suinocultura foram tema de um webinar realizado nesta quinta-feira (08), pela ABCS (Associação Brasileira de Suínos) e a Asumas (Associação sul-mato-grossense de produtores de suínos).

Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck apresentou a suinocultura em Mato Grosso do Sul, que é o sexto no ranking entre os estados. São 74,6 mil matrizes distribuídas em 34 propriedades, 16 mil empregos e produção estimada em R$ 16 bilhões, com a vantagem da disponibilidade de grãos de qualidade para a preparação de ração.

O Leitão vida é um programa que visa expandir com qualidade e sustentabilidade o setor, pagou R$ 25 milhões em incentivos até 2019 e que beneficiaram 239 produtores. A produção vem em evolução constante, com crescimento de 128% em 10 anos e aumento de 131% nos abates no mesmo período.

“Nosso foco é estruturar essa cadeia produtiva no Estado, desde a produção até o abate e o processamento da carne. Hoje Mato Grosso do Sul importa leitões e estamos trabalhando para incentivar a entrada de novos produtores no setor e aumentar a produção. Entre as ações está a viabilidade de energia elétrica e recursos financeiros.

Dados da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) mostram que nos últimos cinco anos o setor recebeu R$ 600 milhões em investimentos provenientes do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste). Só no ano passado foram R$ 200 milhões do FCO para a suinocultura.

Outro trabalho efetivo do Governo para o setor são as ações para tornar o Estado livre de febre aftosa sem vacinação, trabalho que tem sido coordenado pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS) por meio do PNEFA (Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa).

“Vários investimentos estão em andamento no Estado, a suinocultura no Estado tem uma política alinhada, tecnologia e qualidade da carne. Temos as condições ideais para que os empresários façam seus investimentos no setor e é por isso que colocamos Mato Grosso do Sul como destino dos próximos investimentos da suinocultura”, finaliza o secretário Jaime Verruck.

O médico veterinário José Piva é gerente de serviços da PIC-EUA e durante o Webinar falou sobre o mercado internacional da suinocultura. De acordo com ele, o Brasil é o terceiro país com maior número de matrizes, somando 2 milhões e o quarto que mais exporta carne suína, podendo chegar a 1 milhão de toneladas em 2020.

O Brasil tem quatro grandes indústrias produtoras de carne suína (Aurora, BRF, Frimesa e Seara Foods), sendo que três delas tem unidades em Mato Groso do Sul. “Cada vez as granjas produzem mais com menos, estão mais eficientes na produção e rentabilidade. A biossegurança é fator cada dia mais relevante, mas o setor é muito volátil em relação aos grãos e as carnes”, afirma Piva.

Fonte: Sec. de Agricultura do MS

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