Mercado independente de suínos tem altas expressivas na semana

Publicado em 22/10/2020 19:23
Lideranças apontam demanda aquecida e recomposição de preços devido ao alto custo de produção

Os preços no mrecado da  suinocultura independente tiveram altas consideráveis nesta semana, chegando à casa de R$ 9,50 a R$ 9,60 o quilo em alguns estados. De acordo com lideranças do setor, as altas são resultado da demanda aquecida e dos altos custos de produção, sendo preciso fazer a recomposição de preços.

Em São Paulo, nesta quinta-feira (22), a negociação na Bolsa de Suínos passou de R$ 9,07/kg para R$ 9,60/kg na negociação entre frigoríficos e suinocultores. Segundo Valdomiro Ferreira, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), essa nova alta tem relação com o aumento do preço da carcaça suína, que passará a ser vendida entre R$ 13,70 a R$ 13,80 pelos frigoríficos e pela alta nos custos de produção. 

"Apesar do aumento expressivo nesta semana, por causa do avanço no preço do milho e do farelo de soja, a relação de troca pela arroba suína está menor do que na semana passada".

Minas Gerais, que também negocia os suínos no mercado independente às quintas-feiras, viu o preço passar de R$ 9,00/kg para R$ 9,50/kg. O consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, explica que o aumento vem da escassez de suínos vivos frente ao atual consumo interno e externo. 

O preço do suíno no mercado independente de Santa Catarina passou de R$ 8,42/kg para R$ 9,00/kg. Segundo o presidente da associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, o mercado é promissor.

"Vemos muita procura por parte dos frigoríficos, animais saindo mais leves da granja, e os frigoríficos aceitando as negociações para garantir animais para abate", afirmou.

Hove aumento também no Rio Grande do Sul, de R$ 7,76/kg para R$ 8,20/kg. Conforme o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador, ao que tudo indica, deve haver mais aumentos expressivos nesta sexta-feira (23), quando o Estado negocia os animais. 

"Com certeza os frigoríficos cedendo na negociação pagando mais para garantir os animais mpara abate tendo em vista as festividades de final de ano., e também é preciso aumentar para que o produtor tenha suporte com os custos de produção".

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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