FAO mostra que preço das carnes se distancia dos preços dos alimentos e das matérias-primas

Publicado em 07/05/2021 09:58

Em abril passado, o preço das carnes apresentou evolução ligeiramente superior ao alcançado pelo Índice de Preços dos Alimentos da FAO (FFPI, na sigla em inglês): incremento de 1,75%, contra 1,66% do FFPI.

Leia Mais:

+ FAO: Preços internacionais de alimentos seguem em alta em abril


Mas, em termos anuais, perdeu – e feio – para todos os demais alimentos acompanhados pela FAO. Ou seja: aumentou apenas 5% em relação a abril de 2020, enquanto o preço dos lácteos aumentou 24%, o dos cereais (leia-se: matérias-primas) 26%, o do açúcar 58% e o dos óleos vegetais quase 100%.

No tocante aos cereais, a FAO faz referência especial ao milho: devido à informação de plantio menor nos EUA e à possibilidade de quebra de safra não só nos EUA, mas também no Brasil e na Argentina (devido ao clima), aumentaram as pressões de mercado sobre o grão, o que ocasionou, no mês, aumento de 5,7%, enquanto em termos anuais a variação atingiu os 66,7%, encontrando-se agora no nível mais elevado desde 2013.

Como resultado desse desempenho, as carnes distanciaram-se ainda mais do FFPI e, principalmente, dos cereais. Em relação ao triênio 2014-2016, período-base para os atuais preços da FAO. Assim, comparativamente à evolução de 20% no FFPI e de 25% no preço dos cereais, o preço das carnes evoluiu menos de 2%.

Fonte: AviSite

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Custos da ração pressionam a suinocultura e exigem estratégia do produtor em 2026
Chile habilita Núcleo Genético Gênesis para exportação de suínos de reprodução
Ucrânia pode perder até metade do rebanho suíno em 2026 com PSA e crise de preços
Carne suína registra avanço no preço externo no início de fevereiro
Exportações de carne de frango ganham ritmo em valor no início de 2026
Como estão os custos de produção na suinocultura?