Uruguai: Governo estuda vacinação em massa de aves contra gripe aviária

Publicado em 06/03/2023 14:16
Nesta quarta-feira, em Buenos Aires, será realizada uma reunião de "urgência" dos chefes de saúde animal dos países do cone sul

Um comitê de especialistas que analisará as diferentes vacinas descobertas contra a gripe aviária se reunirá pela primeira vez nesta segunda-feira. Além disso, medirá a viabilidade de implementação da campanha de imunização, informou o El País.

Será composto por representantes de vários ministérios e delegados do setor privado, incluindo especialistas em vacinação animal.

A medida pode ser comparada à campanha de vacinação contra a febre aftosa para impedir infecções entre animais, disseram fontes ao jornal matutino.

A emergência sanitária da gripe aviária está em vigor no Uruguai desde 15 de fevereiro, depois que os primeiros casos foram encontrados em cisnes de pescoço preto em Rocha. Na sexta-feira passada, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) confirmou os primeiros casos de influenza em aves, após detectar a morte de 70 frangos e aves de transferência em San Gregorio de Polanco, Tacuarembó.

As autoridades de saúde do departamento informaram que não há casos de gripe aviária em humanos e que as medidas de proteção consistem em que, ao ver um animal doente ou morto, você não deve abordá-lo ou manuseá-lo e registrar a reclamação correspondente.

Além disso, o MGAP esclareceu que não há risco para a população no consumo de carne ou ovos de origem aviária porque a transmissão não ocorre por esta via.

“Estamos passando pela zona de vigilância de 5 km e uma zona de controle de 10 km. Não há notícias até o momento de qualquer circunstância que possa gerar alerta de contágio”, afirmou o ministro da Pecuária, Fernando Mattos.

“É uma doença que não tem cura e por isso temos que preservar nosso sistema produtivo”, acrescentou.

Países do cone sul se reúnem com urgência

Nesta quarta-feira, em Buenos Aires, haverá uma reunião de "urgência" dos chefes de saúde animal dos países do cone sul, para discutir a questão da gripe aviária, depois de conhecer os casos positivos de H5N1 em países vizinhos.

O encontro, que acontecerá na sede do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), faz parte da agenda do Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP).

O CVP é integrado pelos serviços de saúde animal da Argentina, Uruguai, Brasil, Bolívia, Chile e Paraguai.

As autoridades paraguaias não detectaram a presença do vírus no país.

Na Argentina, o primeiro caso positivo de gripe aviária em aves foi confirmado na terça-feira e as exportações de produtos similares foram suspensas para evitar a propagação da doença no circuito comercial, segundo fontes oficiais.

O Chile, por sua vez, confirmou um segundo caso de gripe aviária altamente patogênica (HPAI) em um leão-marinho comum na região norte de Antofagasta, onde o primeiro caso foi registrado em 16 de fevereiro.

Da mesma forma, no Peru, 3.492 leões marinhos e 63.000 aves mortas pelo H5N1 em áreas naturais protegidas da costa foram relatadas nas últimas semanas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou na quinta-feira um caso de gripe aviária em uma mulher de 53 anos da província chinesa de Jiangsu (leste), relatado pelas autoridades chinesas à agência em 24 de fevereiro.

Em 8 de fevereiro (OMS) alertou sobre a propagação desta doença em mamíferos em diferentes regiões do mundo.

Segundo a OMS, a gripe aviária afeta principalmente as aves domésticas e é considerada altamente letal, apesar de ser uma doença animal, é possível a transmissão para humanos que tenham contato com aves doentes.

Fonte: Serviço de Comunicação - Uruguai

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