Avanço da doença de Newcastle na Europa eleva alerta sanitário na avicultura

Publicado em 06/04/2026 09:09
Autoridades e especialistas reforçam vigilância diante do risco de disseminação por aves migratórias.

O aumento dos casos da doença de Newcastle na Europa tem elevado o nível de alerta sanitário na avicultura, especialmente no Reino Unido. Autoridades locais já classificam o risco como moderado, diante da expansão do vírus em países como Espanha, Polônia e Alemanha.

A avaliação foi divulgada pelo Defra, que aponta a circulação do vírus e o potencial de entrada no território britânico por meio de aves migratórias entre março e maio.

Disseminação preocupa setor avícola

A doença de Newcastle é causada por um paramixovírus que afeta aves domésticas e silvestres. Os sintomas variam de quadros respiratórios leves a manifestações neurológicas graves e alta mortalidade, o que exige identificação rápida e resposta imediata.

O avanço recente dos casos no continente europeu reforça o risco de disseminação para outras regiões, principalmente por rotas migratórias.

Biossegurança ganha prioridade

Diante do cenário, especialistas do setor têm reforçado a necessidade de adoção rigorosa de medidas de biossegurança. A recomendação inclui controle de acesso às granjas, higienização de equipamentos e monitoramento constante dos plantéis.

Entidades do setor destacam que o risco de transmissão entre aves silvestres e domésticas é real, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores.

Histórico reforça necessidade de prevenção

O Reino Unido já enfrentou surtos significativos da doença no passado, incluindo episódios na década de 1970 e nos anos 1990. Esses eventos resultaram em milhares de casos e impactos relevantes para a produção avícola.

A reemergência de focos na Europa continental reacende o alerta sobre a capacidade do vírus de causar novos surtos de grande escala.

Vacinação segue como pilar de controle

A vacinação continua sendo uma das principais estratégias de prevenção, especialmente em sistemas comerciais. Programas sanitários incluem múltiplas doses ao longo do ciclo produtivo para garantir proteção adequada dos plantéis.

No entanto, casos recentes em aves vacinadas levantam questionamentos sobre a eficácia da aplicação ou possíveis falhas nos protocolos adotados.

Transmissão amplia desafios de controle

O vírus pode se espalhar tanto por contato direto com aves infectadas quanto por vias indiretas, como equipamentos, veículos, roupas, água e ração contaminados.

A ampla variedade de espécies hospedeiras, incluindo aves silvestres como pombos e gaivotas, torna o controle ainda mais complexo e reforça a importância de medidas preventivas nas granjas.

Vigilância contínua é essencial

Autoridades e especialistas reforçam que a principal estratégia neste momento é a vigilância constante. Produtores são orientados a revisar protocolos sanitários, manter programas de vacinação atualizados e agir rapidamente diante de qualquer sinal suspeito.

Com a movimentação de aves migratórias em curso e o aumento de casos na Europa, o setor avícola deve manter atenção redobrada para evitar a introdução e disseminação da doença.

Por: Defra, adaptado pela equipe Feed&Food
Fonte: Defra, adaptado pela equipe Feed&

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