Excesso de chuva já provoca perdas localizadas na soja e afeta desenvolvimento do milho no Paraná
O excesso de chuvas no Paraná já começa a provocar efeitos sobre as primeiras lavouras da safra 2026/27, com registros de perdas localizadas na soja e dificuldades de desenvolvimento em áreas de milho verão.
Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a semeadura da soja chegou a 47% da área prevista no estado, enquanto o plantio do milho de primeira safra avançou para 86%.
Na soja, o ritmo de implantação segue limitado em grande parte do Paraná pelo excesso de chuva, encharcamento do solo e dificuldade de entrada de máquinas. Nas janelas de tempo firme, porém, os trabalhos foram intensificados, inclusive com extensão do horário de operação em algumas regiões.
As lavouras já implantadas apresentam, em geral, boa germinação e estande, mas o Deral registra desenvolvimento inicial lento, germinação desuniforme e apodrecimento de plantas nas áreas mais afetadas pelo excesso de água.
Também foram observadas perdas localizadas por acúmulo de água, assoreamento e erosão, além de fungos associados à palhada de milho atingindo plântulas e podendo reduzir o potencial produtivo.
Milho sente excesso de água e baixa luminosidade
No milho verão, o plantio está praticamente concluído em algumas regiões e segue acelerado em outras durante as janelas de tempo firme.
Apesar da boa germinação de forma geral, o excesso de água, a baixa luminosidade e os ventos fortes têm retardado o desenvolvimento inicial e, em áreas pontuais, comprometido o potencial produtivo.
O Deral alerta ainda que a continuidade das chuvas pode comprometer o andamento da safra e reduzir a janela disponível para implantação das culturas de segunda safra.
Atualmente, 81% das lavouras de milho estão em boas condições, 18% em situação média e 1% em condição ruim. Na soja, 93% das áreas são classificadas como boas e 7% como médias.
Feijão também registra impactos
O plantio do feijão chegou a 65% da área prevista, mas o excesso de umidade também tem limitado o ritmo das operações.
Nas áreas recém-implantadas, especialmente em solos de arenito e terrenos com maior declividade, as chuvas intensas provocaram rompimento de terraços, erosão e acúmulo de água, elevando o risco de perdas e problemas no estabelecimento das plantas.
O Deral aponta ainda maior ocorrência de doenças associadas à elevada umidade e restrições à entrada de máquinas nas lavouras.