Limão Tahiti: Dia de Campo mostra importância econômica em São Paulo
Nos últimos anos, o limão tahiti se tornou uma das mais importantes frutas cultivadas no Estado com um padrão de qualidade para exportação. As estatísticas de seu desenvolvimento demonstram a importância econômica que vem adquirindo entre as frutas de mesa. “A cultura de lima ácida tahiti tem importância indiscutível na citricultura, sendo, portanto, necessária orientação técnica constante para seu sucesso”, afirma José Orlando de Figueiredo, coordenador do evento.
O tahiti é o principal limão produzido em São Paulo, representando cerca de 90% do total quando se inclui os outros limões, diz Figueiredo. “A área plantada no Estado é da ordem de 30 mil hectares, contendo por volta de 8 milhões de plantas. A produtividade média anual conseguida é de 20 toneladas por hectare”.
Para ser ter uma idéia, em 2008, o Estado foi responsável por 80% da produção brasileira, seguido pela Bahia com 3,98%, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com pouco mais de 3% cada um. <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />
Quanto às exportações, os números são ainda mais expressivos. A quantidade de limão exportada pelo Brasil, no período 1998 a 2007, cresceu 2.431%, atingindo a marca de 58.250 toneladas. No ranking de exportações brasileiras de frutas em 2007, quanto ao valor de exportação, o limão ficou em sexto lugar atrás de uva, melão, manga, maçã e banana. Quanto ao destino, a Holanda é o principal mercado da fruta brasileira, respondendo por aproximadamente 63,5% da totalidade exportada em 2007. Em seguida ficam o Reino Unido com 16,04%, Canadá, 4,82%, e Alemanha, 3,63%.
PESQUISAS - Segundo Figueiredo, entre as principais pesquisas desenvolvidas atualmente pelo IAC destacam-se o melhoramento de copas e de porta-enxertos e estudos de viroses. “A seleção de copas permitiu eleger os clones IAC-5 e Quebra-Galho como os melhores para utilização comercial.” Entre os principais porta-enxertos em seleção, ele cita o Citrumelo Swingle, o Trifoliata e o Flying Dragon, que também são utilizados comercialmente. Além disso, estudos sobre viroses estão em andamento.
Fonte: Secr. de Agr. de SP