Motoristas “fogem” da MT-358

Publicado em 25/03/2014 11:04
Risco de alagamento constante prejudica escoamento da produção em pleno Chapadão do Rio Verde

As péssimas condições de trafegabilidade da rodovia MT-358, que liga Tangará da Serra a Campos de Júlio, impactam diretamente na vida dos moradores da região. Produtores reclamam que motoristas estão recusando frete para evitar passar por este trecho. Os atoleiros que persistem há anos foram intensificados com as fortes chuvas dos últimos dias.
 
A estrada é considerada uma das mais importantes da região oeste de Mato Grosso. Por ela, passam centenas de veículos e caminhões. As condições foram conferidas in loco pelos integrantes do Estradeiro da BR-174, realizado pela Aprosoja e Movimento Pró-Logística.
 
Antes da largada, em Tangará da Serra, houve uma reunião informal da comitiva do Estradeiro com alguns políticos da região, os deputados Ezequiel Fonseca e Wagner Ramos e o senador Pedro Taques. “Atualmente, a gestão do Estado tem impedido o desenvolvimento de Mato Grosso, porque não está fazendo sua parte na questão do licenciamento ambiental e está desviando os objetivos do Fethab”, afirmou o senador.
 
Para a produtora rural e delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja em Tangará da Serra,  Eloiza Zuconelli, a situação da rodovia estadual é reflexo do descaso. “A falta de manutenção é um acúmulo e repetição de erros”.
 
A região, conhecida como Chapadão do Rio Verde, é uma das maiores produtoras de grãos do oeste mato-grossense. Os problemas são proporcionais à grandiosidade. A 120 quilômetros de Tangará da Serra, essa área de 66 mil hectares produz aproximadamente 22.500 toneladas de soja. São necessárias aproximadamente 6.500 carretas para levar os grãos para Rondonópolis. E assim surge um novo problema.
 
De acordo com o produtor rural Israel Vendrame, os motoristas não querem ‘pegar’ frete para a MT-358. O nível da rodovia é baixo, o que causa alagamentos e atolamentos constantes. “Muitos caminhoneiros simplesmente recusam transportar nossa safra. E quando aceitam, cobram um valor superfaturado, para ‘compensar’ os possíveis danos ao veículo”, desabafou. Para conseguir tirar sua produção da propriedade, ele teve que contratar caminhões do estado de São Paulo.
 
Além da MT-358, no primeiro dia do Estradeiro, a comitiva  passou também pela MT-368. Os grãos produzidos no entorno destas rodovias podem ser escoados para três lugares: Porto Velho-RO, Santo Antônio das Lendas, passando pela MT-175, ou para Rondonópolis, de onde são levados para os portos do sul e sudeste.
 
De acordo com o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, a MT-358 precisa de duas linhas de trabalho para regularizar a situação. “Primeiro, o levantamento do nível da rodovia. É preciso torná-la trafegável, e para isso é necessário o acascalhamento e a drenagem. E por último, lutamos para a pavimentação neste trecho”.
 
Simpósio – Na segunda-feira, primeiro dia do Estradeiro, integrantes se reuniram com lideranças e a sociedade de Comodoro. Durante o bate papo, foram discutidos assuntos referentes à logística e  necessidades dos produtores e da comunidade.

Fonte: Aprosoja MT

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Leilão garante R$ 55 milhões para novo terminal no Porto de Natal (RN)
Irã promete atacar qualquer navio que tente passar pelo Estreito de Ormuz
EUA dizem que Estreito de Ormuz não está fechado, segundo reportagem da Fox News
Ataques ao Irã geram engarrafamento de 150 petroleiros no Estreito de Ormuz
Empresas de transporte marítimo desviam navios para Cabo da Boa Esperança após ataques ao Irã
Com dois navios já atacados neste domingo, risco sistêmico no Estreito de Ormuz ameaça agronegócio global