Frete rodoviário sobe 6,93% em abril e acumula alta de 16,8% em 12 meses, aponta índice da Frete.com

Publicado em 14/05/2026 16:47
Preço do frete atinge R$ 0,431 por tonelada/km rodado em abril; Sudeste mantém maior patamar do país, enquanto caminhões baú lideram preços por tipo de carroceria

O frete rodoviário para transporte de cargas no Brasil registrou alta de 6,93% em abril frente a março deste ano, alcançando R$ 0,431 por tonelada/km rodado, segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP). Na comparação anual, o indicador acumula avanço de 16,8% frente a abril de 2025, quando estava em R$ 0,369.

O dado é da Frete.com, maior plataforma online de transporte rodoviário de cargas da América Latina, com 25 mil empresas e 900 mil motoristas cadastrados no Brasil. O avanço ocorre em um cenário de forte movimentação logística ligada ao escoamento da safra agrícola, além do cenário geopolítico marcado pela guerra e aumento nos preços do combustível.

Sudeste lidera preços do frete

O Sudeste manteve o maior patamar regional de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. Na sequência aparecem Sul (R$ 0,417), Nordeste (R$ 0,368), Centro-Oeste (R$ 0,322) e Norte (R$ 0,310).

Na análise histórica do indicador, o mercado de transporte rodoviário segue operando em patamar significativamente superior ao observado no ano passado. O índice saiu de R$ 0,369 em abril de 2025 para R$ 0,431 em abril deste ano, refletindo a valorização do frete ao longo dos últimos 12 meses.

Caminhões baú lideram preços entre carrocerias

Entre os tipos de carroceria monitorados pela Frete.com, os caminhões baú registraram o maior patamar médio de frete em abril, alcançando R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

Os graneleiros e caçambas, fortemente impactados pelo escoamento da safra, seguiram operando em níveis elevados, marcando alta de 12,5% e 16,3% respectivamente, entre janeiro e abril de 2026 comparado ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com Charles Monteux, CRO da Frete.com, “a movimentação da safra agrícola continua exercendo pressão importante sobre a logística nacional, especialmente em rotas de longa distância e corredores estratégicos de exportação, além dos impactos do cenário geopolítico.”

Fonte: Frete.com

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