Milho: Quebra na safra norte-americana já compromete produção de etanol

Publicado em 16/11/2012 12:43
A quebra na produção norte-americana de grãos, além de elevar a níveis altíssimos os preços no mercado internacional e também nos mercados físicos, traz outro dilema ao Governo estadunidense: como manter a obrigatoriedade de misturar combustíveis renováveis à gasolina e a produção de etanol no país?

Atualmente, a EPA (Environmental Protection Agency), agência estatal de proteção ao meio ambiente, é responsável pelo Padrão dos Combustíveis Renováveis (Renewable Fuels Standard), e carrega a missão de até 2022 atingir o volume de mistura de combustíveis renováveis em 36 bilhões de galões, em metros cúbicos, algo próximo a 136,26 milhões.

Se a EPA não quer abrir mão de sua meta ecológica, os produtores só têm a comemorar, pois a disputa pelo cereal pode melhorar os preços do milho. Do lado oposto, as indústrias de petróleo e os produtores de carnes e ração animal competem diretamente com a indústria de etanol e milho, acirrando ainda mais o duelo entre alimentos x combustível.

A fim de amenizar a disputa, alguns Governantes de Estado pediram oficialmente à EPA para que suspenda a obrigatoriedade da mistura. A agência ainda não se posicionou oficialmente, mas o prazo de resposta está para expirar.  

No mercado interno norte-americano os preços do milho seguem em queda, pressionados pela recuperação da produção do país. Em seu último relatório, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), aumentou a produção de 271,95 milhões para 272,43 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava uma redução nos números para o grão. Outro fator de queda são as exportações fracas dos EUA, enquanto no Brasil o volume embarcado de milho atualmente é de 11,270 milhões de toneladas, número que corresponde a 59% do previsto pela Conab para até junho de 2013, de 19 milhões de toneladas.

Próximo ao fim da colheita, a expectativa é de que a EPA mantenha a obrigatoriedade da mistura, apesar dos estoques de passagem de milho dos EUA bem ajustados. Enquanto isso, algumas indústrias produtoras de etanol param sua produção e outras trabalham com margens de lucros mínimas. Como reflexo, as importações de etanol de cana-de-açúcar brasileiro devem diminuir, impactando negativamente o setor.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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