USDA surpreende com estoques e milho despenca mais de 20 pontos em Chicago nesta 4ª feira
![]()
Os preços internacionais do milho futuro despencavam na Bolsa de Chicago (CBOT) na tarde desta quarta-feira (30), depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) surpreendeu o mercado ao divulgar estoques norte-americanos muito maiores do que o esperado.
Por volta das 13h32 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era cotado a US$ 5,01 por bushel, com desvalorização de 20,25 pontos, o março/27 valia US$ 5,16, com perda de 19,50 pontos, o maio/27 era negociado por US$ 5,24, com baixa de 18,50 pontos, e o julho/27 tinha valor de US$ 5,28, recuando 17,25 pontos.
O movimento representa uma forte inversão em relação ao início do pregão. Pela manhã, os futuros do cereal trabalhavam em alta em Chicago, apoiados pelas preocupações com o ritmo da colheita nos Estados Unidos após as chuvas registradas em regiões produtoras.
A direção mudou após a publicação do relatório trimestral de estoques do USDA. O Departamento apontou 53,22 milhões de toneladas de milho armazenadas nos Estados Unidos em 1º de setembro, enquanto a expectativa média do mercado era de 48,87 milhões de toneladas.
Além de superar em 4,35 milhões de toneladas a média das projeções, o número oficial ficou acima até mesmo da estimativa mais elevada entre os analistas, que era de 50,93 milhões de toneladas.
Na comparação com setembro de 2025, quando os estoques norte-americanos estavam em 39,40 milhões de toneladas, o volume atual representa crescimento de aproximadamente 35%.
A surpresa adicionou forte pressão às cotações ao indicar uma disponibilidade de milho nos Estados Unidos maior do que vinha sendo considerada pelos participantes do mercado justamente no período de transição entre as safras, enquanto a colheita da nova produção norte-americana avança.
Mercado Brasileiro
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também ampliavam as perdas nesta quarta-feira.
Por volta das 13h42 (horário de Brasília), o vencimento novembro/26 era negociado a R$ 73,14, com queda de 1,55%, o janeiro/27 valia R$ 77,80, com baixa de 1,29%, o março/27 era cotado a R$ 80,21, recuando 1,30%, e o maio/27 tinha valor de R$ 78,45, com perda de 0,95%.
Além da pressão externa vinda de Chicago, o mercado brasileiro acompanhava um dólar mais fraco frente ao real. Por volta do mesmo horário, a moeda norte-americana recuava cerca de 0,6% e era negociada próxima de R$ 5,18.
0 comentário
USDA surpreende com estoques e milho despenca mais de 20 pontos em Chicago nesta 4ª feira
Atraso na colheita do milho dá suporte para altas das cotações de Chicago nesta quarta-feira
Com um olho no dólar e outro no plantio, B3 fecha a terça-feira com estabilidade para os futuros do milho
Mercado interno ganha peso no escoamento do milho enquanto Brasil enfrenta maior concorrência nas exportações
Milho sente pressão do trigo e passa a recuar em Chicago
Milho opera com leves altas em Chicago nesta terça-feira, diante de colheita mais lenta do que o esperado nos EUA