Milho: Preços limitam importações chinesas

Publicado em 21/12/2012 15:22
As compras de milho da China devem continuar em poucos volumes pelos próximos meses devido ao aumento dos preços globais e a produção recorde do país nesta safra. Alguns analistas acreditam que os compradores chineses podem ficar fora do mercado pelo menos até abril de 2013. No entanto, nos próximos anos, a necessidade de milho da China pode até aumentar acentuadamente, garantem os mesmo analistas. 

Se em curto prazo as importações devem seguir mornas, em longo prazo a expectativa é de que a demanda por importação se recupere e permaneça firme. De acordo com analistas, as valorizações no preço do milho em 2012 abriram uma diferença de até 20% em relação ao preço do milho no mercado interno chinês, afastando alguns importadores das compras. Atualmente, o milho doméstico para entrega no sul da China é negociado a quase 2.550 yuans/tonelada, enquanto o importando não sai por menos de 2.850 yuans/tonelada com impostos. Em agosto as cotações do milho na Bolsa de Chicago chegaram a US$8,4 por bushel ou 3.100 yuans por tonelada para a China. 

Para o analista da Cofco Futures, Zhang Hong, “a China só vai comprar em grande escala quando os preços no exterior tiverem vantagem significativa, ou forem cerca de 10% abaixo do que no mercado interno”, afirma. 

Os preços do milho chinês podem se equiparar as cotações globais com a entrada da safra brasileira e argentina em abril e maio. Atualmente, os preços internos na China também estão altos. Para alguns analistas, o movimento ocorre em função da especulação de a safra nacional ser menor que a divulgada oficialmente pelo governo. Para eles a produção chinesa ficaria entre 8 e 10 milhões de toneladas, ante as 15,3 milhões de toneladas previstas pelo Escritório Nacional de Estatísticas. 

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Fonte: Notícias Agrícolas

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