EUA pode registrar mudança de área de milho para soja, diz Morgan Stanley

Publicado em 17/06/2013 14:01 e atualizado em 17/06/2013 15:45

Depois do atraso do plantio da nova safra de milho nos Estados Unidos, muitas instituições, como bancos de investimentos, fazem levantamentos para avaliar se realmente haverá uma migração dos produtores para a soja ou se alguns irão até mesmo abandonar áreas e optar pelo seguro norte-americano. O reconhecido banco internacional Morgan Stanley acredita que essa migração irá sim acontecer e, por isso, acredita que os preços deverão encontrar um suporte nessa mudança mais adiante, frente a uma oferta menor que poderia vir dos EUA. Já o o Goldman Sachs e o Societe Generale, assim como o Deutsche Bank, já não acreditam nisso e, na semana passada, cortaram as previsões para os preços da soja. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) reconheceu a tendência dos agricultores, de locais onde houve muita chuva, de realocar a área não semeada com milho para a soja, que pode ser semeada mais tarde. "Os agricultores que não puderam concluir o plantio de milho no início de junho, consideram a mudança para a soja, o que tem sido um padrão comum em outros anos com as mesmas condições climáticas", afirmou o órgão.

De fato, muitos analistas esperavam que o USDA, em seu último relatório, fosse aumentar a sua estimativa para o plantio de soja, dada a extensão dos atrasos na semeadura de milho. De acordo com uma pesquisa da Reuters, o mercado, em média, previa uma atualização de 278,43 mil hectares, com a área podendo chegar a 31,49 milhões de hectares.

O Grupo Linn, por sua vez, prevê uma área de 31,97 milhões de hectares para a soja, afirmando que ainda é muito cedo para uma atualização do departamento norte-americano  e acreditando que a área de plantio da oleaginosa irá se confirmar em em 31,93 milhões de hectares.

No entanto, o USDA destacou a dificuldade que os produtores também têm tido na semeadura de soja, dizendo que algumas áreas precisam secar em breve para que a expansão do plantio, de acordo com as intenções previstas no mês de março, aconteça.  O USDA salientou ainda que os prazos do seguro de colheitas já passaram em muitas áreas e são iminentes no restante.

“As políticas de seguro agrícola vendidos no Centro-Oeste têm datas finais de plantio que geralmente se estendem pela segunda ou terceira semana de junho”. Os níveis de benefícios para as culturas plantadas além dessas datas são reduzidos à diária, afirma a instituição.

Exportações: O banco Morgan Stanley reconheceu que o Brasil finalmente deu um grande passo nas exportações de soja, enviando um número recorde de 7,9 milhões de toneladas em maio, um ganho de 9% no ano, com a diminuição dos impactos logísticos.

Este afluxo de nova oferta está começando a ter um impacto sobre as exportações dos EUA, que, com 21 milhões de bushels no último mês, caiu 80% ano a ano.

No entanto, o banco afirma que isso não o fez ver a fraca exportação dos EUA como notoriamente pessimista, pelo contrário, é necessário preservar os estoques criticamente apertados dos EUA: “Com o acumulado de vendas de exportação dos EUA já superando a previsão do USDA de exportação para o ano inteiro, com 1,33 bilhões de bushels, esperamos que os preços da soja perto do prazo de validade se movimentem mais para desencorajar o envio total de exportação dos EUA”.

O Morgan Stanley manteve a soja como a aposta mais alta do banco, prevendo preços na média de 14,90 dólares por bushel este ano e US$ 13,00 por bushel em 2014.

Com informações do site internacional Agrimoney. 

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Por: Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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