Milho na Semana: Preços registram baixa na CBOT e no mercado brasileiro
Com o avanço da colheita da safrinha e as quedas na Bolsa de Chicago (CBOT), o mercado de milho no Brasil contou com uma semana de preços estáveis a mais baixos. Os compradores aguardam por maiores volumes de oferta para que os preços fiquem mais atrativos, o que fez também que a semana tivesse poucos negócios. O milho safrinha ainda não impactou significativamente no mercado, mas a previsão é de que este impacto ocorra quando a colheita chegar a 50%.
A região centro-sul colheu, até 12 de julho, 17,3% da área estimada, contra um índice de 17,9% para o mesmo período no ano passado. No entanto, a área plantada aumentou. Enquanto no ano passado o número era de 6,964 milhões de hectares, neste ano a região possui uma área de 8,206 milhões de hectares.
Os estoques brasileiros de milho devem se concentrar em agosto e setembro. Na última quinta-feira (18), no porto de Paranaguá, houve pouca liquidez no disponível. Preços ficaram entre R$25,30 a R$26,30 de comprador para vendedor.
Em Cascavel (PR), este valor ficou a R$ 20/21,00. Em São Paulo, R$ 22/22,50, na Mogiana, representando uma queda nos preços. Em Campinas CIF, R$ 24,50/24,80. Em Erechim (RS), R$ 26/27,00. Em Uberlândia (MG), 22/22,50. Em Rio Verde (GO), R$ 18/18,50. Os preços mais baixos estão em Sorriso (MT), onde eles se encerraram em R$ 10,50/11,50.
Chicago - Na bolsa americana, a queda ocorreu por conta do progresso das lavouras americanas, que foi possível com a melhora climática. As chuvas devem retornar ao cinturão americano neste final de semana.
Os solos americanos, no entanto, não estão com bons níveis de umidade, pois as chuvas que vêm ocorrendo sobre as principais regiões produtores de grãos não são suficientes. O teor de umidade do solo em algumas regiões está abaixo de 70%. Este valor influencia diretamente no desenvolvimento das lavouras, pois a temperatura vem atingindo valores acima dos 34ºC.