Milho segue se desvalorizando na B3 com disponibilidade crescente do cereal

Publicado em 20/04/2020 12:20 e atualizado em 20/04/2020 17:08
Chicago também cai nesta 2ªfeira acompanhando futuros do petróleo

Os preços do milho futuro seguem em baixa na bolsa brasileira (B3) nesta segunda-feira (20). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,21% e 0,99% por volta das 12h07 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à R$ 45,32 com perda de 0,83%, o julho/20 valia R$ 42,97 com desvalorização de 0,99%, o setembro/20 era negociado por R$ 42,10 com queda de 0,21% e o novembro/20 tinha valor de R$ 44,00 com baixa de 0,23%.

Em seu reporte diário, a Radar Investimento apontou que neste momento a disponibilidade do cereal é crescente no mercado. “Isso ocorre na medida em que parte dos consumidores, como granjas de suínos e aves, tendem a reduzir o alojamento e consequentemente a demanda”.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro também seguem com movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (20). As principais cotações registravam flutuações entre 5,00 e 6,25 pontos por volta das 12h05 (horário de Brasília).

O maio/20 era cotado à US$ 3,16 com desvalorização de 6,25 pontos, o julho/20 valia US$ 3,24 com queda de 5 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,28 com perda de 5 pontos e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,38 com baixa de 4,75 pontos.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho diminuíram pressionados por uma queda acentuada nos futuros de petróleo e previsões para melhorar o tempo de plantio no Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas.

“Os preços do petróleo caíram na segunda-feira com um contrato atingindo seu nível mais baixo desde 1998. A fraqueza nos mercados de energia pesa na demanda por combustíveis alternativos feitos de milho e soja”, aponta Mark Weinraub da Reuters Chicago.

Além disso, os contratos futuros de milho estavam sob pressão adicional devido às expectativas de uma enorme área cultivada nos EUA este ano. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) fornecerá sua atualização semanal sobre o progresso da plantação.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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