Milho sobe na B3 mais uma vez nesta 5ª feira, acompanhando Chicago e o dólar
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Os preços do milho fecharam o pregão desta quinta-feira (12) na Bolsa de Chicago, na esteira do trigo, da soja e do farelo, e reagindo ainda aos bons números das vendas semanais para exportação. Os futuros do cereal subiram de 3,75 a 5 pontos nas posições mais negociadas, levando o março a US$ 4,31 e o julho a US$ 4,41 por bushel.
Dados reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que, na semana encerrada em 5 de fevereiro, o país vendeu mais de 2 milhões de toneladas do cereal, ficando acima do intervalo esperado pelo mercado de 600 mil a 1,5 milhão de toneladas.
Em relação à semana anterior, o volume é 99% maior, refletindo ainda a forte competitividade do cereal dos Estados Unidos e a força de seu programa de exportação. O Japão segue como o principal destino do milho americano, tendo respondido por 616,6 mil toneladas do total. Na sequência estiveram a Coreia do Sul e a Colômbia.
E ao lado destes números, segundo informou a Agrinvest Commodities, os preços na CBOT também foram favorecidos por especulações de que a China ainda teria feito algumas compras adicionais de milho e também de sorgo nos EUA nos últimos dias, dando um suporte adicional às cotações.
Nesta semana, o boletim mensal de oferta e demanda do USDA trouxe ainda uma redução nos estoques finais do cereal, ao mesmo tempo em que elevou sua projeção para as exportações de milho dos EUA para mais de 82 milhões de toneladas.
MILHO EM ALTA TAMBÉM NA B3
Na B3, os preços do milho também subiram nesta quinta-feira. As cotações acompanharam os ganhos em Chicago, do dólar frente ao real, mas também refletindo seus fundamentos.
"Cooperativas enfrentam oferta mais restrita, enquanto indústrias elevam referências para se antecipar a possíveis altas de frete ao movimentos especulativos. O aperto logístico persiste, com o foco dos caminhões na soja e menor disponibilidade para o milho", informa a Agrinvest.
Assim, nesta quinta-feira, a sessão terminou com ganhos de 0,06% a 1,1% entre os vencimentos mais negociados na B3, levando o março a R$ 70,75 e o setembro a R$ 68,00 por saca.
Ademais, o mercado do milho mantém-se também atento ao clima para o plantio da segunda safra, que permanece adverso em algumas localidades - em especial no Brasil Central - por conta do excesso de chuvas, que compromete não só a semeadura da safrinha, como a colheita da soja. Assim, ainda segundo a Agrinvest, as altas acumuladas na B3 na semana já passam de 2%.
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