Exportação de milho avança em dezembro com média diária superando dez/19 e nov/20

Publicado em 14/12/2020 15:11
Preço por tonelada exportada também subiu e chegou à US$ 197,00

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final da segunda semana de dezembro.

Nesses primeiros 9 dias úteis do mês, o Brasil exportou 2.263.984,8 toneladas de milho não moído. Este volume já representa aumento de 1.119.159 toneladas com relação à semana anterior (1.144.825,8) e já é 46,23% de tudo o que foi embarcado durante o mês de novembro (4.896.436,40 toneladas).

Com isso, a média diária de embarques ficou em 251.553,9 toneladas, patamar 2,75% maior do que a média do mês passado (244.821,8 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 26,84% maior do que as 198.324,1 do mês de dezembro de 2019.

Em termos financeiros, o Brasil exportou um total de US$ 445.896,1 no período, contra US$ 724.720,90 de todo dezembro do ano passado. Já na média diária, o atual mês contabilizou acréscimo de 43,56% ficando com US$ 49.544,00 por dia útil contra US$ 34.510,50 em dezembro do ano passado.

O preço por tonelada obtido registrou elevação de 13,18% no período, saindo dos US$ 174,00 do ano passado para US$ 197,00 neste mês de dezembro.

A Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) espera que as exportações brasileiras neste ciclo se encerrem superiores a 30 milhões de toneladas, um volume menor do que o do ano passado, mas ainda assim, patamares elevados, conforme avaliação do presidente da Abramilho, Cesário Ramalho.

De janeiro a novembro, a exportação de milho brasileira acumula 29.820.822 toneladas e US$ 4,986 milhões. A distribuição deste montante é Japão e Irã (13%), Vietnã (10%), Egito (8%), Taiwan (7,4%), Espanha (7,3%) e Coréia do Sul (6,9%). Já nas origens, o cereal brasileiro exportado veio, em sua maioria, do Mato Grosso (63,4%), seguido de Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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