Milho sobe mais de 2% na Bolsa de Chicago, na esteira da disparada do trigo
Os novos choques geopolíticos que têm sido registrados nos últimos dias têm promovido altas fortes nos mercados de grãos, com o movimento liderado pelo trigo na Bolsa de Chicago, com mais de 5% de avanço. Na carona, o milho registra altas de mais de 2% no pregão desta quarta-feira (15) e, por volta de 13h55 (horário de Brasília), as cotações subiam de 8 a 8,75 pontos nos principais vencimentos, levando o setembro a US$ 4,47 por bushel e o dezembro a US$ 4,69 por bushel.
Embora o cenário no Oriente Médio exija muita atenção dos traders, a recente escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia chegaram direto ao coração dos preços do milho e do trigo nesta semana. A segurança do Mar Negro voltou a ser um ponto sensível na relação dos dois países que estão em guerra há quatro anos e o escoamento dos grãos passou a ficar ainda mais comprometido.
Leia mais:
+ Ucrânia protegerá portos para manter exportação de grãos após ataques, diz vice-ministro
Após sessões anteriores sob pressão devido à melhora das lavouras americanas, os futuros do milho encontraram suporte nesta semana diante da intensificação dos ataques russos à infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro e a consequente alta da soja, que também tem contribuído.
O milho acabou acompanhando esse fluxo de valorização e o clima de aversão ao risco gerado pelo bloqueio de portos e flutuações no petróleo.
MERCADO ACOMPANHA ALTAS NA B3
Na B3, os preços também sobem, acompanhando os ganhos fortes na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal, por volta de 14h (Brasília), subiam de 0,2% a 0,7%, com o julho valendo R$ 64,60 e o janeiro/27, R$ 74,07 por saca.
O dólar voltando a subir também contribui com os ganhos no mercado futuro brasileiro, bem como as atenções sobre as condições de clima para a conclusão da colheita da safrinha.
A segunda quinzena do mês de julho até pode trazer algumas chuvas para o Centro-Oeste do Brasil, porém apenas de maneira isolada e com baixos volumes. Esse cenário será fundamental para impulsionar os trabalhos de colheita de milho e algodão na região. Já na região Sul do Brasil, a passagem de uma nova frente fria voltou a provocar chuva e deve manter o padrão mais úmido ao longo das próximas semanas. Segundo o meteorologista Denis William Garcia, da Meteored, os maiores acumulados devem se concentrar entre Santa Catarina, Paraná e o extremo sul do Rio Grande do Sul até o fim de julho.
Leia mais:
A boa notícia de médio prazo para a demanda interna de milho veio da aprovação do E32 (mistura de 32% de etanol anidro na gasolina), celebrada pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o que deve impulsionar o consumo do cereal pelas usinas de biocombustível. A instituição acredita ainda que possa haver a chegada do E35 já no começo de 2027.
Leia mais:
0 comentário
Milho sobe mais de 2% na Bolsa de Chicago, na esteira da disparada do trigo
UNEM destaca aprovação do E32 e reforça expectativa para avanço ao E35
Segunda quinzena de julho mais seca no Centro-Sul deve impulsionar colheitas, mas chuvas tendem a dificultar trabalhos no Sul
Milho segue pressionado em Chicago e registra baixas nesta terça-feira
Colheita do milho ganha ritmo no Mato Grosso e Goiás e já chega aos 38,9% no Brasil, aponta Conab
Após USDA elevar qualidade das lavouras nos EUA, milho registra quedas em Chicago na manhã desta terça-feira