Itaú BBA espera preços firmes para o milho brasileiro neste começo de 2021

Publicado em 06/01/2021 11:14
Apesar disso, há preocupações em relação à capacidade da indústria local demandante do milho absorver altas

A consultoria Itaú BBA divulgou seu relatório Agro Mensal analisando o atual cenário e apontando perspectivas para diversos produtos agrícolas brasileiros como soja, milho, algodão, açúcar, café, laranja e proteínas animais.

No que diz respeito ao milho, os consultores apontaram que as cotações do cereal no Brasil devem permanecer firmes no curto prazo. “A combinação entre estoques de passagem em patamares próximos aos observados em 2019 e a quebra de produção da safra de verão no RS e SC devem deixar o balanço bastante equilibrado no 1º semestre do ano”, explica a publicação.

Por outro lado, os analistas destacam que há preocupações em relação à capacidade da indústria local demandante do milho absorver altas adicionais diante das margens mais baixas de tais players.

Durante o mês de dezembro 2020 os preços na B3 saltaram 12% refletindo a preocupação em relação ao desenvolvimento da safrinha no Brasil e levando implícito um prêmio sobre a paridade de exportação.

Já as cotações no spot seguiram desvalorizando ao longo do mês de dezembro “diante do real mais fortalecido e da redução do apetite por pagar mais pelos players locais face à redução das margens e diminuição da demanda do ano”. O relatório exemplifica a região de Sorriso/MT que teve queda de 6% nas cotações do final de novembro para o final de dezembro.

Mercado Externo

Olhando para o cenário internacional, a Itaú BBA acredita que as cotações do milho devam seguir firmes a reboque do o balanço apertado nos Estados Unidos e de mais um ano de déficit global, o que deve trazer os níveis de estoques no mundo para 289 milhões de toneladas e fazer com que a relação estoque/uso seja a menor desde a safra 2013/14.

“É importante destacar que ainda há espaço para uma revisão para baixo da oferta no mundo diante das incertezas sobre o desenvolvimento da safra argentina e do Brasil”, apontam os analistas.

Outro ponto destacado é a força adicional que pode vir do aumento das importações chinesas. “Além das adversidades enfrentadas na safra atual no país, a elevação da demanda para a produção de ração diante da recomposição do rebanho suíno pode levar a um aumento das compras daquele país. Os preços do grão na China estão cotados atualmente em patamares 60% superiores em relação ao mesmo período do ano anterior e as importações em novembro alcançaram 1,2 mm toneladas, alta de 1130% sobre o mesmo mês em 2019”.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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