Milho cai novamente no físico e na B3 com proximidade da safrinha

Publicado em 20/05/2021 16:47 e atualizado em 21/05/2021 09:17
Chicago sobre impulsionada por compras chinesas

A quinta-feira (20) chega ao final com os preços do milho novamente recuando no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas na praça de Campinas/SP.

Já as desvalorizações apareceram em Ponta Grossa/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Castro/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS, Eldorado/MS, Amambai/MS e Cândido Mota/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado físico em São Paulo é calmo, com as atenções voltadas para as estimativas da safrinha no Brasil e às variações do dólar. Tanto os produtores quanto os consumidores seguem cautelosos”.

A Agrifatto Consultoria analista que, “após clima mais ameno no mercado do milho em Campinas/SP, as negociações se aqueceram levando o indicador da saca do cereal a romper os R$ 103,00, um novo recorde”.

B3

Os preços futuros do milho oscilaram muito ao longo do dia e encerram a quinta-feira caindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,05% e 0,89% ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à R$ 97,31 com desvalorização de 0,89%, o setembro/21 valeu R$ 96,10 com perda de 0,44%, o novembro/21 foi negociado por R$ 96,95 com baixa de 0,05% e o janeiro/22 teve valor de R$ 98,30 com queda de 0,41%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a Bolsa Brasileira segue acomodada, uma vez que teremos colheita de milho a partir do dia 10 de junho.

“Com relação à safrinha, tem perdas sim. O Paraná foi o mais afetado e deve ter perdido 5 milhões de toneladas, em nível Brasil o potencial era de 90 milhões de toneladas e hoje se fala de 75 à 85 milhões, no mínimo se perdeu 10 milhões de toneladas. Mesmo assim o mercado brasileiro segue o mercado internacional com a demanda muito aquecida”, pontua.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) teve movimentações altistas durante toda a quinta-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram flutuações positivas entre 6,25 e x 13,00 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à US$ 6,64 com ganho de 6,25 pontos, o setembro/21 valeu US$ 5,79 com alta de 12,00 pontos, o dezembro/21 foi negociado por US$ 5,52 com elevação de 13,00 pontos e o março/22 teve valor de US$ 5,58 com valorização de 13,00 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,91% para o julho/21, de 2,12% para o setembro/21, de 2,41% para o dezembro/21 e de 2,39% para o março/22.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quinta-feira, os mercados agrícolas do CME Group encontraram força nos contratos de milho da nova safra, sendo incapazes de ignorar as compras sem precedentes da China.

Ainda nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu boletim semanal de vendas para exportação apontando que, na semana encerrada em 13 de maio, as vendas norte-americanas do grão da safra 2021/22 foram de 4,061,8 milhões de toneladas com a maior parte sendo destinada à China.

Jack Scoville, analista de mercado do PRICE Futures Group, diz que as boas vendas de exportação estão encerrando a correção e sustentando o milho que registrou uma nova alta semanal.

“Por que a China adotou uma abordagem tão agressiva às suas necessidades de importação de milho tão no início da campanha? Muitos traders acreditam que a seca na região de milho de segunda safra do Brasil os preocupa em comprar bushels mais cedo. Por mais amigáveis ​​que pareçam essas notícias, os futuros registraram mínimos mais baixos e máximos mais baixos em sete dos últimos oito pregões”, acrescenta Bob Linneman da Kluis Advisors.

Fonte: Notícias Agrícolas

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