Milho se acomoda levemente mais alto na B3 nesta 2ªfeira

Publicado em 18/10/2021 16:29
Chicago ganha força com possibilidade de menos área nos EUA na próxima safra

A segunda-feira (18) chega ao final com os preços futuros do milho se sustentando levemente mais altos ao longo de todo o pregão, iniciando uma nova semana na mesma toda com que encerraram a anterior.

O vencimento novembro/21 foi cotado à R$ 89,50 com ganho de 0,56%, o janeiro/22 valeu R$ 89,50 com elevação de 0,67%, o março/22 foi negociado por R$ 90,07 com alta de 0,65% e o maio/22 teve valor de R$ 87,50 com valorização de 0,69%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado está começando a se acomodar. “Já tinha recuado bem nas últimas semanas e agora não mostra muito espaço de baixa acentuada e também o espaço de alto é muito pequeno”, diz.

Brandalizze explica que temos ainda poucas semanas de negócios neste ano e as grandes indústrias continuam levando da mão pra boca, já se acomodando para o fechamento do ano. “Depois de 15 de novembro poucos compradores aparecem para o milho então é um mercado de calmaria”.

Nas três primeiras semanas de outubro o Brasil exportou 696.346,6 toneladas de milho não moído (exceto milho doce), de acordo com o relatório divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). 

O volume acumulado nestes dez primeiros dias úteis do mês representa apenas de 13,91% das 5.003.812,9 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de outubro de 2020. Por outro lado, o preço por tonelada obtido registrou elevação de 25,99% no período, saindo dos US$ 166,80 no ano passado para US$ 210,10 neste mês de outubro.

>> Exportação de milho avança pouco na semana, mas preço recebido por tonelada sobe na comparação semanal e anual

No mesmo período, o Brasil importou um acumulado de 280.241,5 toneladas de milho não moído, de acordo com os dados divulgados pela Secex. Isso significa que, nos dez primeiros dias úteis do mês, o país já recebeu 46,8% a mais do que todo o registrado em outubro de 2020 (190.809,9 toneladas).

O décimo mês de 2021 também representou elevações nos valores médios diários gastos que saíram de US$ 1.250,7 mil em 2020 para US$ 6.681,3 mil em 2021, aumento de 434,2% e nos preços dispensados por tonelada importada, que subiram 81,86% saindo de US$ 131,10 para US$ 238,40.

>> Importação de milho em outubro já passou 46,8% do total acumulado em outubro/20

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho se movimentou pouco neste início de semana, com poucas altas e poucas baixas. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorizações apenas em Maracaju/MS e Campo Grande/MS. Já as desvalorizações apareceram somente em Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS e Luís Eduardo Magalhães/BA.

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que os preços do milho seguem em queda na maioria das regiões brasileiras. Entre 8 e 15 de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) caiu 0,93%, fechando a R$ 90,18/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 15. 

“Apesar da quebra de produção na safra 2020/21, consumidores mantêm baixo o interesse de aquisição de novos lotes, atentos à melhora do clima, que tem favorecido a temporada de verão brasileira, e nas exportações desaquecidas. Parte dos vendedores nacionais, por sua vez, precisa liberar armazéns para limpeza e organização da safra verão ou, em algumas regiões, para a entrada do trigo”.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) foi ganhando força ao longo da segunda-feira e encerrou o primeiro dia da semana acumulando movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3).

O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,32 com valorização de 7,00 pontos, o março/22 valeu US$ 5,40 com ganho de 6,25 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,44 com elevação de 5,50 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,44 com alta de 4,75 pontos.

Esses índices representam elevações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (15), de 1,33% para o dezembro/21, de 1,12% para o março/22, de 1,12% para o maio/22 e de 0,93% para o julho/22.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos subiram na segunda-feira, recuperando-se das últimas quedas, enquanto os traders se concentraram nos temores de o aumento dos preços dos fertilizantes restringir as plantações de milho no próximo ano, juntamente com dados de inspeções de exportação semanais dos EUA mais fortes do que o esperado.

“Os preços do milho encontram suporte com a queda nos rendimentos e temores de que a área plantada caia globalmente devido aos altos custos dos insumos em 2022”, escreveu Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX, em nota ao cliente.

O mercado também encontrou apoio adicional, já que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) relatou inspeções de exportação de milho dos EUA na última semana em 976.218 toneladas, acima de uma gama de estimativas comerciais e a maior contagem semanal desde o início de agosto. 

Tags:

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Milho segunda safra avança com boa umidade do solo na região central do país, mas onda de calor eleva risco hídrico no Sul, aponta EarthDaily
USDA informa nova venda de milho para destinos não revelados nesta 2ª feira (30)
Cotações do milho abrem a segunda-feira subindo 1% na B3
AgRural: Com estiagem e calor, oeste do PR já contabiliza perdas na safrinha de milho
Milho/Cepea: Indicador recua, mas valores sobem em outras regiões
Cotações do milho fecham semana volátil em Chicago com mercado de olho no Oriente Médio