Plantio do milho no MS está abaixo da média dos últimos 5 anos, mas bem a frente da safra passada, relata Famasul

Publicado em 16/02/2022 11:15 e atualizado em 16/02/2022 11:55

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural, indicando novos reportes do plantio da segunda safra de milho no estado.

Até o dia 11 de fevereiro, os produtores sul-mato-grossenses haviam semeado 13,2% da safra estimada. O índice é superior aos 1,1% registrados no mesmo período da safra passada, mas inferior aos 14,3% da média dos últimos 5 anos.

“A região centro está com o plantio mais avançado, com média de 33,6%, enquanto a região sul está com 8,3% e a região norte com 6,6% de média. A área plantada até o momento, conforme estimativa do Projeto SIGA, é de aproximadamente 262.944,00 hectares”, detalha a publicação.

Os técnicos da Famasul estimam que a área plantada nesta segunda safra de milho seja de, aproximadamente, 1,992 milhão de hectares, com uma retração de 12,6% quando comparado a área da 2ª safra 2020/2021 que foi de 2,28 milhões de hectares. Já a produtividade estimada é de 78,13 sc/ha, a média de sacas por hectare é considerada conservadora para potencial produtivo da cultura, gerando uma produção de 9,34 milhões de toneladas.

“A alta demanda por grãos pode impulsionar os preços e ainda aumentar a área plantada no estado”, ressalta a Federação.

Do lado do mercado, o preço médio da saca de milho no estado subiu durante a última semana. Entre os dias 07 e 14 de fevereiro, a saca do cereal no Mato Grosso do Sul passou de R$ 85,13 para R$ 85,19 uma elevação semanal de 0,07%.

“A oscilação do dólar e a valorização no mercado internacional justificam o nível dos preços”, explica a Famasul.

Na comparação anual, o Mato Grosso do Sul registrou valorização de 17,7% entre o preço médio de fevereiro/22 de R$ 85,45 a saca e o patamar contabilizado em fevereiro/21 de R$ 72,63.

Até este momento, os produtores sul-mato-grossenses já negociaram 10,65% de toda a produção estimada da segunda safra de 2022, um índice 17 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado para a safrinha de 2021.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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